Percepção da Advocacia sobre o Supremo
Em círculos restritos de escritórios no Lago Sul e encontros entre profissionais da área jurídica em Brasília, a avaliação sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido crítica e preocupante. Advogados experientes, com trânsito nos tribunais superiores, descrevem a atual conjuntura da Corte como a pior já enfrentada. A lembrança dos tempos em que o tribunal contou com nomes como Moreira Alves e Sepúlveda Pertence destaca o contraste com o quadro atual, considerado por muitos como enfraquecido.
Desafios Internos e Exposição Excessiva
A crítica principal recai sobre o que chamam de “ministro palpiteiro” e a exposição exagerada da Corte. As articulações políticas que ultrapassam os limites do razoável e as investigações que envolveram ministros abalaram ainda mais a imagem do Supremo. Para esses advogados, o ambiente interno mudou drasticamente, com o clima entre os ministros deteriorando-se após episódios como o caso Master.
O que antes era visto como disputas naturais no cenário político virou uma batalha pela sobrevivência institucional. Maledicências, acusações agressivas e estratégias para enfraquecer alas opositoras passaram a predominar, comprometendo a unidade do colegiado. Um advogado com vasta experiência em Brasília resume: o Supremo se transformou em uma Corte com “muito poder e pouca credibilidade”.
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Impactos na Imagem e na Instituição
Essa percepção negativa repercute não só na sociedade, que já demonstra desgaste em relação à Corte, mas também dentro do meio jurídico. Embora poucos admitam publicamente, o desânimo é palpável. A famosa frase atribuída a Ulysses Guimarães, “Está achando ruim este Congresso? Então espera o próximo: será pior”, tem sido usada para expressar a decepção também com o Supremo.
Juristas renomados, reconhecidos pela competência técnica e liderança, evitam almejar uma vaga na Corte, diante do cenário atual marcado por tensões políticas e instabilidade interna. A necessidade de uma reação institucional é consenso entre os advogados consultados, que veem na recente aquisição, pela segurança do STF, de equipamento para neutralizar drones, um sinal claro do momento crítico enfrentado.
O Caminho para a Recuperação Institucional
Apesar da urgência em reagir, o consenso aponta para a necessidade de uma postura mais contida e estratégica. A defesa eficaz do Supremo não estaria em respostas impulsivas, mas na busca por uma postura discreta e reflexiva. A proposta é que a Corte aproveite este momento para uma espécie de “escuta interior e cura do excesso”, preservando sua autonomia e fortalecendo sua credibilidade de forma gradual e consistente.
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Fonte: joinews.com.br
Essa estratégia, focada no silêncio e no recolhimento, visa restaurar a confiança tanto no meio jurídico quanto na sociedade, promovendo a necessária reconstrução institucional para superar a crise atual.

