Medidas para Aumentar a Liquidez do BRB
Em sua função como Secretário de Estado de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), Valdivino Oliveira assumiu o cargo há menos de um mês e já anunciou importantes ações para a regularização das contas do Banco de Brasília (BRB). Em entrevista às jornalistas Samanta Sallum e Ana Maria Campos, o secretário enfatizou que a prioridade de sua gestão será a redução de gastos supérfluos, evitando assim um colapso financeiro no final do ano.
Uma das principais estratégias delineadas por Oliveira é a elevação do fluxo de caixa do governo para enfrentar os prejuízos. “O BRB é nosso banco oficial. É por ele que os servidores recebem seus salários e onde realizamos investimentos. Precisávamos fortalecer a liquidez do banco”, salientou. Ele ressaltou a importância de ter uma salvaguarda para a saúde financeira da instituição até ser reconhecido como um banco recuperado pelo Banco Central.
Impacto da Fragilização no Sistema Financeiro
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De acordo com Valdivino, a falta de liquidez do BRB pode ter repercussões não apenas localmente, mas em todo o sistema financeiro brasileiro. “Embora o banco seja uma propriedade do Distrito Federal, sua fragilidade pode ameaçar a estabilidade financeira do país. Proteger o BRB é, portanto, uma maneira de fortalecer o sistema como um todo”, explicou Oliveira. O secretário ainda destacou que estão sendo feitos esforços para racionalizar os gastos, visando um saldo positivo para a instituição.
Gestão e Controle de Gastos
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Sobre as causas do déficit do BRB, Oliveira apontou que a gestão anterior foi um fator determinante. “O que comprometeu as finanças do DF foi o modelo de gestão da secretaria, que permitiu gastos indiscriminados por parte dos órgãos do GDF sem o devido controle”, analisou. Para o secretário, o controle rigoroso dos gastos é a chave para reverter a situação negativa do banco.
Além disso, a previsão de despesas de custeio do GDF — que abrangem a manutenção de serviços e estruturas já existentes — para este ano está estimada em cerca de R$ 20 bilhões. Considerando que a arrecadação está projetada em R$ 16 bilhões, o déficit poderia chegar a R$ 5 bilhões. Oliveira declarou: “Vamos cortar tudo que não for essencial, incluindo patrocínios e contratos com ‘gorduras’. O foco é ajustar as áreas com gastos desnecessários”.

