Nova Estrutura Promove Inclusão e Prática de Esportes

A governadora em exercício, Celina Leão, apresentou nesta quinta-feira (15) um novo campo de grama sintética no Taguaparque, um espaço que visa aumentar a oferta de áreas públicas para a prática esportiva. Este projeto faz parte da estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) de incentivar o esporte como um meio de inclusão social, lazer e cuidado com a saúde.

O investimento totalizou R$ 1.803.583,16, oriundo de uma emenda parlamentar do deputado distrital Daniel de Castro. A obra contemplou a instalação de 5.787,66 metros quadrados de grama sintética e envolveu uma série de melhorias na infraestrutura esportiva, incluindo sistema de drenagem, pavimentação, alambrados, iluminação, rede elétrica, equipamentos de combate a incêndio, calçadas, rampas de acessibilidade e traves.

Durante a cerimônia de entrega, Celina Leão enfatizou a importância do esporte na formação de crianças e jovens, destacando sua capacidade de mitigar situações de vulnerabilidade. “O esporte traz disciplina, força de vontade e prepara para a vida. Quando essas crianças estão praticando atividade física, estão em um ambiente protegido, cuidando da saúde e aprendendo valores que vão levar para o futuro”, afirmou.

A governadora ainda ressaltou que o aumento da infraestrutura esportiva está sendo acompanhado por iniciativas de apoio a projetos comunitários. “Não se trata apenas do campo. Também estamos entregando materiais esportivos, apoiando escolinhas e investindo continuamente em espaços públicos, para que a vida aconteça perto de onde as pessoas residem”, completou.

Estrutura Completa para a Prática Esportiva

A execução da obra englobou serviços de terraplanagem, fundação dos alambrados, pavimentação e drenagem da área, além da instalação elétrica e do sistema de iluminação, que permitirá o uso do campo durante a noite. O projeto também priorizou a acessibilidade, com calçadas e rampas, garantindo condições adequadas para todos os públicos.

Segundo Mateus Bahia, secretário-executivo de Esporte e Lazer do DF, o novo campo atende a uma demanda antiga da comunidade. “Antes, os treinos aconteciam em um campo de terra. Agora, a região conta com um equipamento adequado, seguro e preparado para acolher crianças, jovens e famílias. Isso fortalece o esporte no Distrito Federal e amplia o acesso da população a espaços de qualidade”, explicou. O campo é de uso comunitário e deve beneficiar escolinhas de futebol e moradores do entorno do Taguaparque.

Experiência da Comunidade e Impacto Social

Kátia Furucho, treinadora de um projeto social que atende crianças e adolescentes da Vila São José, acompanhou a transformação do espaço ao longo dos últimos oito anos. “Treinávamos no ‘terrão’. Muitas vezes eu mesma tinha que limpar o mato para podermos usar o campo. Mesmo com todas as dificuldades, nunca deixamos de manter organização e disciplina”, contou.

Ela ainda ressaltou que a nova estrutura amplia as oportunidades de desenvolvimento esportivo e social. “Aqui, o esporte vai além do treinamento. Cobranças sobre frequência escolar, comportamento e respeito são importantes. Muitos jovens encontram no esporte um refúgio e uma forma de formar caráter”, acrescentou.

Para Kátia, o campo sintético oferece ganhos significativos para os jovens. “Algumas crianças têm dificuldades de coordenação motora e problemas de locomoção. O treinamento atua como estímulo físico e contribui para o progresso deles, tanto dentro como fora do esporte”, finalizou.

Depoimentos dos Usuários do Novo Campo

Entre os jovens que agora têm a oportunidade de treinar em melhores condições está Ruan Henrique Andrade, de 9 anos. “Antes era só terra, a gente caía, se machucava e ficava todo sujo. Agora o campo está muito bom, dá para treinar melhor e se preparar para os campeonatos”, comentou.

Mykael Martins dos Santos, de 14 anos, que treina no local há cerca de oito anos, também elogiou a mudança. “No campo de terra sempre tinha alguém machucado. No sintético, conseguimos nos dedicar mais aos treinos e pensar no futuro”, afirmou.

As alunas Isabela Oliveira de Souza e Raquel Fernandes, que treinam no espaço, recordaram que anteriormente a área era marcada pela terra e pelos riscos de lesões. “Era um campo de terra, com mato crescendo. Quando a gente caía, sempre se machucava”, revelou Isabela. Agora, segundo ela, a nova estrutura traz mais segurança e conforto aos treinos. “Está muito melhor. O campo ficou bonito, a grama é boa e dá para jogar sem medo”, concluiu.

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