Exposições e Reflexões na Bienal de Veneza
A 61ª Bienal de Veneza abriu suas portas ao público em meio a manifestações e um clima de reflexão sobre o passado colonial. A edição, que ocorre após a pausa forçada pela pandemia, traz obras da série “Juntó”, que promovem um espaço significativo para artistas e pesquisadores do Sul Global. O artista baiano Heráclito, presente na abertura, destacou a importância do trabalho da curadora Koyo, falecida recentemente. Segundo ele, a proposta dela não só resgata a memória histórica, mas também abre diálogos sobre os efeitos devastadores da guerra e do imperialismo na arte contemporânea.
“Estive com a Koyo três meses antes de sua morte, em Chicago, quando ela fez o convite a mim e a Eustáquio. A conexão que tive com ela foi única, e sua perda foi um grande impacto”, relatou Heráclito. O artista também enfatizou que a bienal reflete a maturidade da discussão sobre arte não ocidental, quebrando estigmas e oferecendo uma plataforma para vozes diversas.
Outra revelação na bienal é a presença de países que nunca antes participaram do evento, mostrando um avanço significativo na representação global. “O conceito que Koyo apresentou se torna ainda mais claro ao ver a diversidade presente aqui, com origens que diferem da minha, mas que se conectam através da ancestralidade e de outros laços”, comentou Neves, um dos artistas envolvidos na exposição.
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