Movimento de Resistência em Prol dos Direitos Trabalhistas

No dia 1º de Maio, as centrais sindicais e movimentos populares do Distrito Federal realizaram um ato unificado em defesa dos direitos da classe trabalhadora. A mobilização, que ocorreu no Eixão do Lazer, na altura da 106 Sul, transformou o feriado em um verdadeiro manifesto contra a precarização do trabalho e as recentes manobras políticas no Congresso Nacional.

A principal reivindicação dos manifestantes foi a redução da jornada de trabalho, propondo o fim da escala 6×1, mas sem redução salarial. Essa pauta ganhou destaque diante da necessidade urgente de um debate nacional que estabeleça um limite de 40 horas semanais e a adoção do modelo 5×2, em busca de mais saúde e dignidade para os trabalhadores.

As falas durante o ato refletiram a unidade das diferentes centrais sindicais, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre outras. Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF, apresentou uma agenda de luta que contempla 68 prioridades, organizadas em seis eixos que exigem mobilização imediata.

Rodrigues enfatizou as temas centrais que unem o movimento sindical em tempos de pressão política. “Nossas pautas prioritárias incluem a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário, o direito à negociação coletiva no setor público e o fortalecimento das negociações sindicais. Além disso, estamos combatendo a violência contra as mulheres e exigindo ações efetivas para enfrentar o feminicídio”, destacou.

O dirigente também abordou a necessidade de regulamentação das novas formas de trabalho. “Milhões de trabalhadores estão em plataformas digitais sem garantias de direitos. Todos esses pontos dependem do nosso esforço nas ruas e do diálogo para transformar o país em um espaço de justiça social”, afirmou.

Share.
Exit mobile version