Criticas ao Sistema de Transporte da Capital

José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, fez graves críticas ao atual estado do metrô e à situação do trânsito na capital. Em suas declarações, ele reforçou que a primeira etapa do metrô foi realizada durante sua gestão, quando atuou como secretário de Obras. Arruda enfatizou que, desde então, não houve avanço significativo, resultando em uma precariedade no transporte público. “O que temos de metrô é o que fizemos. Eu implementei a primeira parte”, afirmou, ressaltando a inércia dos governos subsequentes em dar prosseguimento ao projeto.

O ex-governador também abordou o aumento populacional e do número de veículos em Brasília, que atualmente abriga cerca de três milhões de habitantes e dois milhões e cem mil automóveis. Essa situação se agrava com a adição de mais um milhão de veículos provenientes do Entorno, totalizando três milhões de carros para uma população de igual número. Arruda diagnosticou que a capital pode enfrentar um colapso no sistema viário sem novas medidas de mobilidade. “Temos mais carros do que ruas”, alertou.

Além disso, Arruda defendeu a viabilidade da construção de novas linhas de metrô a um custo acessível. Quando questionado sobre as razões que impediram essa expansão, a resposta foi incisiva: “Falta de vontade política”. Ele acredita que o uso do transporte coletivo só se tornará atrativo se houver uma oferta de qualidade, que convença os cidadãos a deixarem os carros em casa.

A entrevista, que gerou repercussão, evidencia não apenas o abandono do projeto metroviário, mas também a crise no trânsito enfrentada diariamente pelos brasilienses. Arruda enfatizou que é necessário um esforço conjunto para resolver essa questão, que impacta a qualidade de vida na cidade.

Assim como outras capitais brasileiras que lutam para modernizar sua infraestrutura de transporte, Brasília precisa urgentemente de soluções que priorizem o transporte público eficiente e a mobilidade urbana sustentável.

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