Fiscalização reforçada no segundo turno das eleições
No domingo, 25 de outubro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) mobiliza promotores em todas as 19 zonas eleitorais do Distrito Federal para acompanhar o segundo turno das eleições. A presença dos promotores visa garantir a integridade do processo eleitoral, recebendo denúncias e prevenindo crimes que possam comprometer a liberdade do voto, conforme comunicado oficial do MPDFT.
Atuação dos promotores e rotina eleitoral
Os eleitores do DF escolhem governador e presidente da República neste segundo turno. Os promotores atuam diretamente nos locais de votação em parceria com a Justiça Eleitoral. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, aproximadamente 130 promotores atuaram em mais de 600 escolas eleitorais, unidades do sistema prisional, nas verificações das urnas eletrônicas, durante a apuração e no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciops).
A fiscalização foi iniciada anteriormente, entre os dias 14 e 21 de outubro, quando os promotores acompanharam a preparação, carga e lacração das urnas no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Para o segundo turno, serão utilizados 6.969 urnas eletrônicas e 546 equipamentos de contingência para substituições rápidas, com a distribuição prevista para 24 de outubro.
“Nosso papel é fiscalizar cada procedimento, assegurar que não haja qualquer tipo de violação dos equipamentos e, com isso, proteger aquilo que é mais valioso em uma eleição: a vontade do eleitor e a própria democracia”, afirmou a promotora Isabella Chaves, coordenadora das Promotorias de Justiça Eleitorais do DF.
Regras para o eleitor no dia da votação
A votação acontece das 8h às 17h, horário de Brasília, sem alteração nos locais em relação ao primeiro turno, segundo o TRE-DF. Na urna, o eleitor vota primeiro para governador e depois para presidente, utilizando dois números para cada cargo.
É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência, como o uso de camisetas, bandeiras, broches ou adesivos, além de levar anotações com os números dos candidatos. No entanto, manifestações coletivas ou barulhentas, distribuição de materiais de campanha e tentativas de persuadir eleitores nas proximidades dos locais de votação são proibidas. Celulares e câmeras devem ser entregues aos mesários, não sendo permitidos dentro da cabine de votação.
Como denunciar irregularidades eleitorais ao MPDFT
O MPDFT orienta que eleitores que presenciem irregularidades como compra de votos, coação, boca de urna ou transporte irregular de eleitores façam denúncias detalhadas. As informações devem incluir o que ocorreu, local e horário, além de evidências como fotos, vídeos, capturas de tela, links, áudios ou documentos, quando disponíveis.

