Mobilização nacional reforça pressão sobre o governo
Os trabalhadores dos Correios estão protagonizando uma greve robusta e engajada. Além da paralisação das atividades, diversas manifestações de rua têm marcado o movimento em várias regiões do país, evidenciando um forte enfrentamento ao governo Lula.
Nesta quinta-feira (17), ecetistas de todo o Brasil se reuniram em Brasília (DF) para um Ato Nacional em frente ao Ministério de Gestão e Inovação (MGI), buscando reabrir as negociações com o governo e a direção da empresa.
Intransigência do governo e estratégia judicial
Até agora, a resposta do governo federal e da direção dos Correios tem sido considerada um desrespeito pelos trabalhadores. Além de recusarem as reivindicações, os gestores optaram pela rigidez e encaminharam o dissídio coletivo para julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para o próximo dia 21.
Geraldinho Rodrigues, ativista da CSP-Conlutas e funcionário dos Correios, destaca a importância da mobilização: “Estamos em Brasília para pressionar o governo Lula a retomar as negociações. Não queremos que o dissídio seja julgado agora. A força da greve em cada estado é fundamental para garantir a vitória”.
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Fonte: acreverdade.com.br
Passeata e ocupações fortalecem a luta
Na quarta-feira, uma passeata no centro de São Paulo reuniu cerca de mil trabalhadores, que partiram da Praça da República e seguiram até o Vale do Anhangabaú. O objetivo foi ampliar a visibilidade da greve e reforçar a resistência contra a reestruturação dos Correios e os ataques ao plano de saúde da categoria.
Além das manifestações, a semana começou com ocupações em centros de distribuição em Indaiatuba (SP), Salvador (BA) e Brasília (DF), sinalizando a força da base trabalhadora na paralisação.
Geraldinho explica: “Essas ações são para mostrar aos ministros e ao presidente que, independentemente do governo, os trabalhadores manterão a luta, pois é assim que se defendem direitos e conquistas”.
Reivindicações econômicas e contra cortes
Entre as principais demandas estão a suspensão da reestruturação, que tem provocado fechamento de agências, centros de distribuição e demissões via Programa de Demissão Voluntária (PDV), além da retirada da quebra de caixa dos atendentes.
No campo salarial, a categoria luta para manter o acordo vigente que repõe 100% do INPC, com adicional de aumento real. A defesa do plano de saúde também está no centro da disputa, já que a empresa pretende economizar R$ 1,4 bilhão retirando sua contribuição na coparticipação, o que encareceria o custo e prejudicaria o atendimento.
Os 36 sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios aderiram à greve, que completa uma semana nesta quinta-feira (17), reforçando a unidade da categoria na busca por avanços e respeito.

