Estratégias iniciais das campanhas presidenciais
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou os primeiros 16 dias de sua campanha em compromissos institucionais e em palanques de aliados, priorizando Brasília e eventos oficiais do governo. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na disputa, direcionou sua agenda para motociatas, carreatas e comícios em São Paulo e Rio de Janeiro, buscando mobilizar o eleitorado conservador entre 16 e 31 de agosto.
Lula mantém foco em Brasília e ações governamentais
Durante o período inicial da campanha, Lula permaneceu sete dias em Brasília, a capital federal. Dos 17 compromissos que assumiu, nove foram eventos ligados às funções institucionais do governo. O presidente realizou visitas técnicas voltadas para áreas como ciência, indústria e soberania nacional, entre elas a inspeção a um navio-sonda no Amapá, ao Centro Experimental de Aramar (SP) e a um supercomputador no Rio Grande do Norte. Essas ações foram combinadas com anúncios de impacto popular, como os decretos que regulamentam o combate ao cambismo digital e a isenção da taxa de importação para compras internacionais de até US$ 50.
O lançamento oficial da candidatura ocorreu em 16 de agosto no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), local histórico das assembleias metalúrgicas dos anos 1970. Em seguida, Lula participou de atos partidários em Janeiro (RJ) e Salvador (BA), subindo nos palanques dos candidatos Eduardo Paes (PSD) e Jerônimo Rodrigues (PT), respectivamente.
Flávio Bolsonaro aposta em mobilização popular em SP e RJ
A campanha de Flávio Bolsonaro focou em ações de rua para fortalecer a base conservadora. Ele conduziu motociatas em Minas Gerais e Alagoas, uma estratégia associada ao estilo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, participou de carreatas na Baixada Fluminense e organizou uma barqueata em Angra dos Reis (RJ). O lançamento da sua campanha foi feito em um trio elétrico na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
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O candidato também buscou se aproximar de lideranças religiosas, participando da celebração do centenário da Assembleia de Deus em Alagoas. Na área da segurança pública, reuniu-se com o ministro da Justiça de El Salvador, reforçando a pauta de combate à violência.
Outros candidatos e suas estratégias regionais
Augusto Cury (Avante) começou sua campanha em Santa Luzia (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, focando em educação, saúde e saúde mental. Ele participou de seminários com magistrados evangélicos, concedeu entrevistas e realizou atos de campanha na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ).
Renan Santos (Missão) dividiu sua agenda entre debates empresariais em Brasília e sabatinas em São Paulo, com foco em segurança urbana. Apresentou o projeto “Marco da Desfavelização” em São Paulo, visitou a Favela do Mundaú, em Maceió (AL), e participou de eventos contra facções criminosas na Paraíba.
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Romeu Zema (Novo) promoveu encontros em São Paulo com motoboys, aposentados e participou de atos contra a inflação de alimentos. Viajou pelo interior de Minas Gerais, esteve em eventos sobre segurança pública no Rio de Janeiro, combate à corrupção no Paraná e participou da feira Expointer no Rio Grande do Sul.
Ronaldo Caiado (PSD) lançou sua campanha simultaneamente em seis cidades do interior de Goiás. Em São Paulo, esteve em compromissos relacionados ao agronegócio em Araçatuba e Barretos, à saúde pública com visita ao Hospital Santa Marcelina e ao comércio no bairro do Brás.
Essas informações foram divulgadas inicialmente pelo Drive, newsletter premium do Poder360, que acompanha diariamente os principais movimentos no cenário político. A equipe do Poder360 disponibiliza essas análises para assinantes interessados em acompanhar de perto as decisões e articulações do poder.

