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    Distrito Federal

    Injeção Letal em UTI: Suspeitos de Morte de Pacientes em Hospital do DF São Detidos

    23/01/2026
    Injeção Letal em UTI: Suspeitos de Morte de Pacientes em Hospital do DF São Detidos

    Crimes na UTI do Hospital Anchieta

    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três técnicos de enfermagem acusados de estarem envolvidos na morte de, pelo menos, três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. As investigações, que fazem parte da Operação Anúbis, revelaram que os crimes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025, por meio de manipulação dos sistemas hospitalares e aplicação de substâncias letais nas vítimas.

    Entre os suspeitos, está Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de apenas 24 anos. Ele teria acessado o sistema de prescrição médica utilizando a conta de um médico, o que lhe permitiu prescrever medicamentos de forma inadequada ou até em doses fatais. Após a prescrição, o técnico se dirigia à farmácia do hospital para buscar os fármacos, que escondia em seu jaleco para burlar a fiscalização ao entrar nos quartos dos pacientes.

    Um dos casos mais alarmantes ocorreu quando o técnico injetou desinfetante em uma paciente de 75 anos, repetindo o ato mais de dez vezes, segundo as autoridades. Durante a execução do crime, Araújo contava com a colaboração das outras duas investigadas, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, que ficavam encarregadas de vigiar a porta, garantindo que ninguém entrasse no quarto durante os procedimentos letais.

    Estratégias para Encobrir os Crimes

    Para ocultar suas ações, o técnico aguardava a reação dos pacientes às substâncias injetadas, que frequentemente resultavam em paradas cardíacas. Quando outros funcionários estavam por perto ou em situações em que procurava manter a aparência de normalidade, ele realizava manobras de reanimação, simulando tentativas de socorro às vítimas afetadas.

    As vítimas confirmadas até o momento são: Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos; João Clemente Pereira, de 63 anos; e Marcos Moreira, de 33 anos. A diretoria do Instituto Médico Legal (IML) informou que as suspeitas surgiram após o hospital perceber deteriorações rápidas e inexplicáveis nos estados de saúde de diversos pacientes com diferentes gravidades.

    Os técnicos de enfermagem já foram desligados do hospital, e a ocorrência foi oficialmente reportada à PCDF, que agora investiga se existem outras possíveis vítimas do trio.

    Investigação e Confissão dos Suspeitos

    O Hospital Anchieta criou um comitê interno que, em menos de três semanas, conseguiu reunir evidências contra os ex-funcionários, utilizando gravações das câmeras de segurança instaladas nos leitos e analisando os prontuários dos pacientes. A eficácia da investigação possibilitou uma rápida identificação dos envolvidos.

    No início dos interrogatórios, os suspeitos negaram as acusações. Contudo, após serem confrontados com as filmagens, acabaram confessando os crimes. Atualmente, a investigação está sendo conduzida como homicídio qualificado, e a PCDF ainda apura se há outras vítimas que possam ter sido afetadas pelo grupo.

    Posicionamento dos Envolvidos

    A defesa de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo apresentou um comunicado enfatizando o princípio da presunção de inocência, ressaltando que o caso ainda se encontra em fase de inquérito. A defesa argumenta que até o momento não houve uma condenação formal ou denúncia. Em uma declaração oficial, os advogados classificaram as informações divulgadas na mídia como narrativas especulativas, que criam um juízo de culpa prematuro e indevido.

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