Iniciativa de Reflorestamento no Lago Norte

Uma ação voltada para a preservação ambiental está ressuscitando áreas degradadas do Lago Norte, através da produção e doação de mudas nativas do Cerrado. Localizado na QL 6, o Viveiro Comunitário se destaca como um exemplo de comprometimento com o meio ambiente no Distrito Federal, ocupando uma área de 639 metros quadrados.

No viveiro, são cultivadas diversas espécies nativas e ornamentais, incluindo ipê, jacarandá, aroeira, baru, cagaita, flamboyant, espada-de-são-jorge e citronela. O principal foco dessa atividade é a recuperação de áreas que foram prejudicadas e o fortalecimento da vegetação típica do Cerrado.

De acordo com Alex Bispo, servidor da Administração Regional do Lago Norte e atuante no viveiro há três anos, a iniciativa tem grande relevância para revitalizar a região. “Nosso objetivo é criar mudas nativas do Cerrado, como ipê, jacarandá e aroeira”, ressalta.

Desde sua inauguração, há quase sete anos, o viveiro tem desempenhado um papel crucial na recuperação de locais degradados, muitos dos quais eram utilizados para o descarte irregular de lixo e restos de obras. Segundo Alex, essa realidade é comum em várias cidades do DF, e o plantio de mudas contribui para a transformação desses espaços em áreas verdes.

Papel Fundamental na Conservação do Ambiente

O projeto é considerado vital para a preservação ambiental da região, como aponta Marcelo Ferreira, administrador regional do Lago Norte. “Cuidar do Lago Norte é cuidar do futuro dos moradores, visitantes e comerciantes da cidade”, afirma. Ele completa destacando que a atuação do viveiro vai muito além do simples plantio de árvores, promovendo ações que valorizam os espaços públicos e garantem mais áreas verdes para a comunidade.

A distribuição das mudas é voltada principalmente para a comunidade local, mas também abrange escolas, quartéis e órgãos públicos. Alex menciona que a visibilidade do viveiro, especialmente nas redes sociais, tem ampliado o alcance do projeto, atraindo novos interessados nas iniciativas de reflorestamento e recuperação ambiental.

O processo de produção das mudas inicia-se com a coleta de sementes em parques e áreas verdes de Brasília, como o Parque da Cidade. As sementes são cuidadas em todas as etapas até se tornarem mudas prontas para o plantio, o que assegura a preservação das espécies nativas do Cerrado.

Na primeira visita ao viveiro, cada visitante pode retirar até três mudas gratuitamente, um estímulo para conhecer o projeto. Caso a pessoa deseje levar mais mudas, é possível fazer uma doação através de uma troca solidária, oferecendo insumos que são usados na manutenção do espaço. “Essa parceria com a comunidade é o que mantém o viveiro funcionando”, explica Alex.

Interesse e Participação da Comunidade

A demanda pelas espécies cultivadas varia conforme a época do ano, especialmente nos períodos de floração das árvores. Em geral, as espécies nativas do Cerrado, como ipê, jacarandá e aroeira, são as mais procuradas, não apenas pela beleza, mas também pela sua importância para o ecossistema local.

Além da doação de mudas, o viveiro desenvolve atividades ativas de plantio em áreas degradadas e recuperação de nascentes no Lago Norte. As equipes frequentemente realizam o plantio utilizando mudas maiores ou recebem suporte da Novacap para relocação de árvores em locais estratégicos na região.

A continuidade do projeto depende da participação ativa da comunidade. Voluntários colaboram na produção das mudas, na coleta de sementes e na identificação de áreas que necessitam de recuperação ambiental, fortalecendo assim o vínculo entre a população e a preservação do meio ambiente.

Share.
Exit mobile version