Capacitação e Boas Práticas

Na última sexta-feira, 8 de setembro, servidores do Instituto Brasília Ambiental participaram de uma visita técnica à Usina de Tratamento de Resíduos do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), situada no setor P Sul, na Região Administrativa de Ceilândia. A atividade faz parte do cronograma de capacitação continuada, promovida pela Comissão Gestora da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Instituto.

O evento teve como objetivo discutir as melhores práticas na gestão de resíduos. Durante a visita, os servidores do SLU apresentaram as instalações da usina, que foi inaugurada em 1986 e é responsável pelo tratamento mecânico biológico dos detritos.

“Esse tipo de ação é incentivado no Instituto. Apoiar essas iniciativas é fundamental, pois possibilita a troca de conhecimentos e estreita a parceria entre os órgãos do Governo do Distrito Federal”, afirmou Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a infraestrutura da usina, que inclui esteiras, peneiras e serviços de separação manual realizados por cooperados, além de compostagem orgânica. Os números da unidade são impressionantes: anualmente, cerca de 20 mil toneladas de composto orgânico são produzidas e destinadas a produtores orgânicos do DF. Outro dado relevante é que, em média, a usina coleta 16 mil toneladas de resíduos, entre orgânicos e secos, mensalmente.

Reflexões sobre o Descarte de Resíduos

Vanessa Barboza, auditora fiscal do Instituto e uma das participantes da visita, destacou a importância da separação correta dos resíduos. “O que vou levar dessa experiência é a necessidade de separar adequadamente os materiais. O consumo elevado resulta em uma maior produção de lixo. Portanto, devemos pensar em como reduzir o consumo e promover a reutilização e a reciclagem”, comentou.

Maria Isabel, estagiária da Assessoria de Projetos de Engenharia (Aspeng), também participou da visita e enfatizou a necessidade de repensar a forma como descartamos nossos resíduos. “Observamos que muitos resíduos orgânicos estavam misturados com recicláveis, o que pode inviabilizar o processo de reciclagem. Precisamos rever nossos hábitos de descarte”, avaliou.

A capital federal possui outra usina de tratamento do SLU, localizada na Asa Sul, que realiza coletas seletivas e domiciliares.

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