Conhecendo de perto a ARIE Granja do Ipê
Na manhã desta quinta-feira (25), mais de 20 servidores do Instituto Brasília Ambiental participaram de uma visita guiada à Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Granja do Ipê, uma das principais unidades de conservação do Distrito Federal. A atividade, realizada em um dia de clima ameno, levou os participantes por trilhas no Cerrado preservado, proporcionando uma verdadeira imersão na natureza e reforçando a importância da conservação ambiental na região.
Organizada pela Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon), a visita teve como objetivo aproximar os servidores das áreas protegidas administradas pelo Instituto, além de promover a integração entre profissionais de diferentes setores. Segundo Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental, a iniciativa visa fortalecer o compromisso dos servidores com a preservação do Cerrado, destacando a relevância das nascentes, da biodiversidade e dos recursos naturais na qualidade de vida da população.
Riqueza natural e histórica no percurso
Durante o trajeto, os participantes puderam observar a floração do chuveirinho (Actinocephalus bongardii), planta nativa do Cerrado com delicadas flores brancas em formato esférico que floresce entre maio e julho. A presença dessa espécie ao longo das trilhas evidenciou a singularidade da biodiversidade preservada na ARIE Granja do Ipê.
Outro ponto de destaque foi a passagem pela Mesa JK, uma estrutura histórica de pedra e cimento usada pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek para reuniões políticas durante a construção de Brasília. Cercada pela vegetação nativa, a mesa representa um patrimônio cultural do DF e conecta a importância ambiental da área à memória da capital federal.
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Impacto da experiência para os servidores
Para Carolina Lepsch Kenupp Amario, diretora de Planos de Manejo e Criação de Unidades de Conservação, a visita não só promove a integração entre os servidores, mas também demonstra os resultados concretos do trabalho da Sucon. “Queremos que os servidores vejam na prática os frutos das ações do Brasília Ambiental, muitas vezes invisíveis no dia a dia de escritórios”, explicou.
Isabele Bittencourt, assessora técnica da Unidade de Compensação Ambiental e Florestal (Ucaf), destacou que a atividade ampliou a compreensão sobre a dimensão das unidades de conservação no DF. “Muitas vezes pensamos apenas nos parques mais conhecidos, mas há uma riqueza imensa que nem sempre percebemos”, comentou.
Agda Sabino de Carvalho Reis, gestora do Parque Ecológico Águas Claras, ressaltou os benefícios para o bem-estar dos servidores e para o fortalecimento institucional. “Sair da rotina, vivenciar uma área preservada e interagir com colegas de outras áreas traz renovação e reforça o propósito do nosso trabalho”, afirmou.
Preservação ambiental e consciência ampliada
O coordenador da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) e do projeto Reconexão Cerrado, Webert Oliveira Ferreira, ressaltou a importância da visita para conectar as atividades internas do órgão com a realidade ambiental. “Ver o ecossistema do Cerrado, entender seu funcionamento e os desafios enfrentados potencializa nosso entendimento sobre o que precisa ser preservado”, disse.
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Jeovane Lúcio de Oliveira, técnico de Gestão Ambiental que conduziu parte da visita, explicou a relevância ecológica da ARIE Granja do Ipê. “A área contém nascentes preservadas, córregos essenciais para a bacia do Lago Paranoá e diversas espécies nativas da fauna e flora do Cerrado. É um corredor ecológico fundamental para a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos do DF”, destacou.
Além do caráter educativo, a visita reforçou o contato direto com a natureza como forma de promover o bem-estar e a consciência ambiental entre os servidores. A iniciativa integra ações do Brasília Ambiental voltadas à valorização das unidades de conservação e à aproximação dos profissionais com o patrimônio ambiental protegido.
Características da ARIE Granja do Ipê
Criada em 1998, a ARIE Granja do Ipê está situada entre o Setor de Mansões do ParkWay e o CAUB do Riacho Fundo. Com 1.142 hectares, a área apresenta diversas fitofisionomias do Bioma Cerrado, incluindo espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. A flora é destacada por exemplares de jatobás e uma mata de galeria exuberante, que abriga fauna como tatu-bola, primatas e aves diversas.
O local preserva nascentes e cursos dos córregos Capão Preto e Coqueiros, além de sítios arqueológicos pré-coloniais de alta relevância histórica. A unidade é peça-chave para a conservação ambiental no Distrito Federal, promovendo a proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos da região.
