Triagens Fonoaudiológicas Realizadas em Brasília
No último dia 23 e 24 de abril, os Hospitais de Base de Brasília (HBDF) e da Asa Norte (Hran) realizaram um total de 270 triagens fonoaudiológicas. Essa ação teve como foco principal queixas relacionadas à voz, como a rouquidão persistente e o cansaço ao falar, condições que afetam a qualidade de vida de muitas pessoas.
O evento contou com a colaboração de fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e alunos dos cursos de fonoaudiologia de instituições de ensino superior, incluindo a Universidade de Brasília (UnB), o Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e a Universidade Católica de Brasília (UCB).
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Durante as consultas, foi aplicado um protocolo de rastreio, elaborado pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), que tem como objetivo identificar sinais de desconforto vocal e potenciais disfonias. Pacientes que apresentaram resultados positivos foram direcionados para Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência, garantindo assim continuidade no atendimento necessário.
Yonara Caetano, que coordena a ação e é fonoaudióloga do Hran, destaca a relevância de investigar qualquer sinal de desconforto vocal. “A voz deve ser emitida com facilidade e clareza. A presença de força para falar ou algum grau de rouquidão pode ser um sinal de alerta. Esses problemas muitas vezes indicam que algo não está bem no organismo”, alerta. Ela também sugere cuidados como a hidratação das pregas vocais, aquecimento e desaquecimento da voz, além de aconselhar o uso da voz dentro de limites confortáveis, evitando extremos de tom ou volume.
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Além disso, a fonoaudióloga Anne Paz, que atua no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e também participou da ação no HBDF, ressalta que a voz, assim como outras funções do corpo, envelhece e pode sofrer alterações devido a cirurgias, doenças ou um uso inadequado, o que pode exigir acompanhamento especializado.
Uma das participantes da triagem, Edicleide Gonçalves, de 39 anos, que compareceu a uma consulta de rotina no Hran, expressou sua satisfação com a iniciativa. “Para mim, essa foi uma experiência muito interessante. Sempre digo: ‘A voz é o que mais importa, Deus me livre de eu ficar sem falar!’ Eu sou bastante falante”, compartilhou.
