Reflexões e Ações para um Futuro Cultural

Nos dias 22 a 25 de abril, cerca de 700 pessoas compareceram ao Seminário Internacional “Cultura pra Quê? — Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, promovido pelo Sesc-DF no espaço que abrigará o Sesc Cultural, localizado na 511 Norte do Plano Piloto. O evento contou com uma programação diversificada, incluindo debates, mostras audiovisuais, intervenções artísticas e exposições, além de ter recebido mais de 160 alunos de escolas públicas do Distrito Federal e da Universidade de Brasília (UnB), ampliando assim o acesso a discussões importantes sobre formação cultural.

As conversas realizadas durante o seminário serão transformadas em artigos que darão origem à edição inaugural da revista do Sesc Cultural. As reflexões propostas não apenas moldarão a gestão do espaço, mas também fortalecerão a democratização do acesso à arte e à cultura no DF, consolidando esse direito como um instrumento essencial para transformação social.

“Foram quatro dias de intensa troca de conhecimentos, reunindo vozes relevantes do Brasil e do mundo”, destacou Valcides de Araújo, diretor regional do Sesc-DF. “O Sesc reafirma seu compromisso de democratizar o acesso ao saber e de promover o compartilhamento de ideias, que são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Esse, em essência, é o papel da cultura, e o Sesc está sempre ao lado desse propósito”, concluiu.

O seminário contou com a presença de 26 palestrantes de diversas regiões, incluindo América Latina, África, Oriente Médio e Europa. Entre os nomes destacados estavam pensadores de renome contemporâneo, como Ailton Krenak, Suely Rolnik, Rosane Borges, Leda Maria Martins, Verónica Gago, Olivier Marboeuf, Fatima El-Tayeb e Marco Baravalle, além de Ana Longoni. A curadoria do evento ficou a cargo de Manuel Borja-Ville, conhecido como Manolo, ex-diretor do Museu Reina Sofia, em Madrid, e do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA).

Os debates abordaram temas cruciais, como as transformações sociais, políticas e subjetivas decorrentes do capitalismo, as resistências culturais, o corpo, o território e a memória, além dos saberes e memórias vivas de povos diaspóricos e originários. Esses tópicos geraram reflexões sobre como museus e centros culturais, que historicamente estiveram conectados a estruturas coloniais, podem se reinventar e ocupar novos espaços na sociedade.

“A cultura não pode ser um elemento de divisão na sociedade. A sociedade merece acesso a cultura e lazer, pois são ferramentas de transformação social e caminhos para um futuro mais justo e plural”, ressaltou José Aparecido Freire, presidente da Fecomércio-DF, enfatizando a importância da inclusão cultural.

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