Início da Semana Pedagógica 2026
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou a Semana Pedagógica 2026 em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-DF). O evento inaugural, realizado no Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano, na terça-feira (3), reuniu gestores escolares, coordenadores regionais e equipes da secretaria em um ambiente de acolhimento e reconhecimento mútuo.
Com auditório lotado, o encontro teve como tema central “Educar com propósito: inovação, inclusão e bem-estar”. A programação contou com a participação da cantora e compositora Glaucia Nasser, que apresentou uma palestra, além da entrega do Prêmio Educador Transformador, uma iniciativa que valoriza práticas pedagógicas e de gestão inovadoras dentro da rede pública de ensino do DF.
Entre os presentes estavam a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, a superintendente do Sebrae, Rose Rainha, além de subsecretários da SEEDF, coordenadores regionais de ensino e diretores de escolas. Na abertura do evento, a secretária destacou a importância simbólica do encontro, especialmente na véspera do início das aulas. “Este não é apenas um novo ciclo letivo. É um momento de reencontro com a nossa missão comum: educar”, afirmou Hélvia.
Avanços na Educação do DF
A secretária também aproveitou a ocasião para apresentar os avanços conquistados nos últimos anos na área educacional. Dentre as iniciativas destacadas, mencionou o fortalecimento da alfabetização por meio do projeto Alfaletrando, o incentivo à leitura com a campanha DF que Lê, e a ampliação da Educação de Jovens e Adultos. Outros programas, como o Pontes para o Mundo e os cartões de Material Escolar, Uniforme, Creche e PDAF, foram elogiados por garantir maior agilidade e eficiência na gestão dos recursos disponíveis.
“Avançamos significativamente na inclusão com o Enem Especial Inclusivo e a Geração Enem. Investimos na transformação digital com os Horizontes Digitais, alcançando mais de 460 mil estudantes em 760 escolas. Além disso, estruturamos a plataforma EducaDF e promovemos a Cultura de Paz com o programa Na Moral. Nossa merenda escolar, que é oferecida com qualidade nutricional e variedade, agora conta com apenas 3% de alimentos ultraprocessados. Temos orgulho em afirmar que estamos em 1º lugar”, destacou Hélvia.
Empreendedorismo e Educação
A superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha, enfatizou a importância de apresentar conceitos de empreendedorismo aos jovens. “Sob a gestão da Hélvia, conseguimos reforçar o quanto o Sebrae pode ser um parceiro crucial na formação da visão empreendedora dos jovens. A pandemia evidenciou que a cidade, antes voltada principalmente ao funcionalismo público, agora deve abrir os olhos para novas oportunidades no empreendedorismo”, comentou.
Premiação de Projetos Inovadores
A cerimônia também celebrou os projetos finalistas do Prêmio Educador Transformador, que abrangeu categorias como Inovação Pedagógica, Gestão Educacional Transformadora e Inclusão e Sustentabilidade. Na categoria Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas, foram premiados professores com projetos inovadores.
O professor Antonio da Silva Santos Júnior foi premiado pelo projeto “Quando as palavras criam o mundo: oralitura e identidade nos anos iniciais”. Cássio Ferreira Frazão recebeu o prêmio pelo projeto “LabCrea: um modelo de educação ativa para o desenvolvimento de competências criativas e empreendedoras na economia criativa”. Maria Leni Camelo da Costa foi reconhecida por “Astrogildo – E aí, meu parceiro? Um personagem que inspira leitura na socioeducação”.
Maria Leni, que atua na Unidade de Internação (Unire) no CED 104 do Recanto das Emas, explicou que o projeto surgiu durante a pandemia, período em que os jovens estavam isolados de suas famílias. “Criamos o personagem Astrogildo, um adolescente que vive dentro da unidade. Ele se tornou uma referência, permitindo que os estudantes se reconhecessem e vissem que o estudo pode mudar suas vidas”, detalhou. Os resultados, segundo ela, são visíveis, com alunos que conseguiram passar em concursos e ingressar na Universidade de Brasília (UnB).
Já Antônio da Silva enfatizou a relevância de seu projeto, que resgata a cultura afrodescendente. “Este projeto é vital para o reconhecimento de todas as culturas. Através dele, buscamos resgatar a cultura Iorubá, uma parte fundamental não só da história desse povo, mas também da identidade brasileira como um todo”, concluiu.

