Um novo caminho para Taylor Swift
Em julho de 2020, em meio a um momento de transformações globais, Taylor Swift surpreendeu ao lançar seu oitavo álbum de estúdio, “Folklore”. Diferente das expectativas de uma continuidade pop que a consagrou, a artista mergulhou em uma sonoridade mais acústica e introspectiva, marcada por violões, pianos e cordas delicadas. A produção minimalista, assinada por Aaron Dessner e Jack Antonoff, deu espaço para que Taylor explorasse narrativas além de sua própria experiência, criando personagens e histórias que se desenrolam em cada faixa.
Histórias e personagens que encantam
“Folklore” não é apenas um álbum, mas um conjunto de pequenos contos musicais. O triângulo amoroso em “betty”, a dor silenciosa de “hoax” e a fantasia da amizade em “seven” são exemplos de como cada música abre uma porta para universos diversos. A equipe do escutai reuniu-se para eleger as faixas que mais representam a importância cultural desse projeto, buscando entender por que “Folklore” é um dos álbuns mais significativos da última década.
“the last great american dynasty” – a narrativa de uma mulher fora do comum
Por Heloiza Chaves
Essa canção foi uma das primeiras do álbum a me prender completamente. Inspirada na história de Rebekah, uma socialite americana verdadeira consigo mesma, a música pinta um retrato detalhado dessa mulher ousada que acabou destruindo um legado por sua autenticidade. A composição traz uma estrutura harmônica que transmite movimento, enquanto a voz grave e marcante de Taylor confere uma intensidade poética madura, fazendo dessa faixa uma das mais memoráveis do disco.
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“my tears ricochet” – a dor transformada em arte
Por Letícia Finamore
“My tears ricochet” se destaca ao transformar o sofrimento do fim em uma obra quase teatral. O luto e a traição ganham contornos dramáticos, com uma narrativa épica construída a partir de sentimentos profundos e pessoais. O contraste entre a calmaria inicial e a força crescente da música cria um enredo emocionalmente complexo, tornando essa minha composição favorita do álbum.
“seven” – a nostalgia da amizade perdida
Por Augusto Alvarenga
Na metade do álbum, “seven” traz uma leveza que remete ao escapismo. A canção celebra uma amizade marcada pela inocência e pelo carinho das lembranças, que embora não tenha seguido o mesmo caminho, permanece viva na memória. O arranjo simples e delicado reforça a sensação nostálgica que só as melhores canções conseguem evocar.
“peace” – a vulnerabilidade diante da fama
Por Luis Hora
Mesmo acostumada à fama, foi em “peace” que Taylor expressou de forma mais sensível os desafios dessa vida pública. Ela questiona se alguém conseguiria ser seu parceiro enfrentando o sucesso e a falta de privacidade constantes. A música revela uma vulnerabilidade que vai além do amor, mostrando as consequências que acompanham relacionamentos sob os holofotes, tornando essa uma das faixas mais tocantes de “Folklore”.
“hoax” – emoções que permanecem
Por Caio Caliel
Para mim, “hoax” encerra o álbum não oferecendo respostas definitivas, mas reconhecendo que algumas histórias simplesmente coexistem com suas próprias incertezas. A música permanece suspensa entre o amor e a perda, sem buscar aliviar o peso das emoções, apenas permitindo que elas existam. É um encerramento que entende que concluir um álbum não significa fechar a história, mas deixá-la ecoando após a última nota.
