Primeiro Caso de Mpox no Distrito Federal

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou o primeiro caso de mpox em 2026. O diagnóstico ocorreu em janeiro e, conforme informações da pasta, o paciente recebeu alta para tratar os sintomas em casa. Até o momento, o Brasil contabiliza 55 casos positivos da doença.

A SES-DF ressaltou que, após a avaliação médica, o paciente foi orientado sobre as melhores práticas para evitar a transmissão do vírus e para controlar os sintomas. “É importante ressaltar que não existe um tratamento específico para a mpox”, informou a Secretaria. O manejo clínico é focado em aliviar os sintomas e prevenir possíveis complicações. A maioria dos casos tende a apresentar sinais leves ou moderados, com uma recuperação completa que geralmente ocorre após algumas semanas.

Monitoramento e Vigilância em Saúde

No Distrito Federal, a vigilância da mpox é feita pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-DF). Segundo a SES-DF, “a unidade mantém um plantão 24 horas para acompanhar casos suspeitos, tanto locais quanto de fora do Brasil”. É exigido que tanto a rede pública quanto a privada notifiquem os casos confirmados em um prazo máximo de 24 horas.

Para evitar a disseminação do vírus, a secretaria recomenda que a melhor forma de prevenir a mpox é minimizar o contato com pessoas infectadas e objetos potencialmente contaminados. Quando o contato for necessário, é altamente aconselhável utilizar equipamentos de proteção, como máscaras, luvas, aventais e óculos de proteção. Além disso, a higiene pessoal, especialmente a lavagem frequente das mãos, se mostra fundamental.

Sinais e Sintomas da Mpox

De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), os casos de mpox registrados no Brasil até agora, na sua maioria, são considerados leves ou moderados, sem indicações de agravamento significativo. Em 2025, o Brasil experimentou um aumento nos casos, com 1.056 confirmações, principalmente entre homens de 30 a 39 anos, e registrou dois óbitos relacionados à doença. Os dados atuais indicam que, mesmo com números reduzidos, o vírus continua em circulação e exige vigilância constante.

Transmissão e Acompanhamento

A mpox é causada pelo vírus MPXV, que pertence à família dos Orthopoxvirus. A infecção ocorre principalmente através do contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de interações próximas e prolongadas com indivíduos infectados. Apesar de ser uma condição conhecida há décadas, a doença recebeu maior atenção mundial em 2022, devido ao aumento significativo de casos em vários países, incluindo o Brasil.

Conforme orientações do Ministério da Saúde, a mpox frequentemente inicia com sintomas gerais, e, posteriormente, surgem lesões na pele. A evolução dos sintomas varia entre os indivíduos, mas a maioria se recupera em um espaço de algumas semanas. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Erupções ou lesões na pele (bolhas, feridas ou crostas)
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Aumento dos gânglios linfáticos
  • Calafrios
  • Fraqueza

Os sintomas da mpox podem persistir entre duas a quatro semanas. Durante este período, a transmissão do vírus é possível, especialmente em casos de contato direto com as lesões.

Importância do Monitoramento e Prevenção

O Ministério da Saúde enfatiza que é vital que pessoas apresentando sintomas busquem atendimento médico para uma avaliação adequada. O diagnóstico é confirmado por meio de exames laboratoriais. Para ajudar a minimizar o risco de transmissão, é essencial evitar o contato direto com lesões, não compartilhar objetos pessoais e manter uma rotina de higiene frequente das mãos.

A mpox segue sob observação no Brasil. Embora a grande maioria dos casos apresente evolução leve, um acompanhamento adequado é crucial para impedir a disseminação da doença.

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