Arcanjo: o robô que reforça a segurança no Judiciário
Na 10ª edição do ExpoJud, realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, um robô humanoide chamou a atenção por suas funções avançadas de reconhecimento facial e monitoramento ambiental. Desenvolvido pela IPQ Tecnologia, o Arcanjo surge como uma solução tecnológica para a segurança das instituições do sistema de Justiça, especialmente na proteção de magistrados. O evento, que acontece entre os dias 6 e 8 de abril, reúne cerca de 3 mil participantes dos 27 estados brasileiros, além de convidados internacionais, com programação focada em tecnologia, gestão e inovação no Judiciário.
Inteligência artificial integrada para otimizar processos
Além do robô, o ExpoJud apresentou uma plataforma de inteligência artificial criada pela Gotiva, empresa do Grupo Interjato. Essa ferramenta conecta-se diretamente a sistemas do Judiciário, como PJe, Projudi, SAJ e e-Proc, oferecendo funções como análise de processos, pesquisa de legislação e jurisprudência, classificação processual e elaboração de documentos jurídicos. A Softplan, em parceria com a GZero e a Just, também promoveu a SAJ LegalStudio, interface com recursos de IA que facilita a análise processual e a criação de minutas, reduzindo o tempo que magistrados e assessores dedicam à consulta de documentos durante a tramitação dos processos.
ExpoJud: inovação e transformação digital no Judiciário
Com a participação de cerca de 120 expositores, entre tribunais, órgãos de controle, Ministérios Públicos e empresas privadas, o ExpoJud destaca-se como espaço para o encontro entre tecnologia e Justiça. Instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho da Justiça Federal (CJF) e tribunais de estados como Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima, Ceará, Tocantins e Mato Grosso estão presentes. A programação inclui debates sobre governança de dados, aplicação de inteligência artificial em cibersegurança, análise preditiva e gestão pública, além de discutir a relação entre tecnologia e pessoas, tema central da palestra de abertura que reuniu especialistas do Brasil, Argentina, Portugal e Espanha.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Diálogo internacional e colaboração para o futuro da Justiça
Participaram da abertura do evento Fernando da Silva Comin, conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (Público (CNMP)); Janete Vargas Simões, desembargadora presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES); Mario Adaro, ministro da Suprema Corte de Mendoza, Argentina; João Marques Martins, professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Lisboa (FDUL)); Alejandro Fernández Muñoz, chefe de gabinete da Direção-Geral de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes da Espanha; Eric Hans Messias da Silva, líder do núcleo de inteligência artificial do TCU; e Ademir Piccoli, advogado e idealizador do ExpoJud. Para Piccoli, o evento é fundamental para aproximar setores público e privado, impulsionando soluções tecnológicas que tornam a Justiça mais acessível e eficiente.
Marco histórico da Justiça digital e futuro da prestação jurisdicional
O ExpoJud também celebrou os 20 anos da Lei 11.419/2006, que regulamentou a informatização do processo judicial no Brasil, com o lançamento do documentário “Do Papel à Nuvem – 20 anos da Lei 11.419-2006: A História da Transformação do Processo Judicial Brasileiro”. A produção registra as transformações do Judiciário e destaca os protagonistas dessa evolução digital. No encerramento, o Talk Show “Tecnologia na Justiça: do ganho de tempo à transformação da prestação jurisdicional” reuniu especialistas para discutir o papel da tecnologia e da inteligência artificial na otimização das decisões judiciais e na redução de tarefas burocráticas. O saxofonista Derico Sciotti, conhecido por sua participação no programa de Jô Soares, abrilhantou o evento com sua música.
O ExpoJud, iniciativa do movimento J.Ex, que completa 12 anos, segue como uma referência para a preparação das instituições do sistema de Justiça frente às mudanças tecnológicas, promovendo inovação com foco no impacto real para o serviço público e a sociedade.

