Brasil lidera reciclagem de latas de alumínio e avança em aço e plástico
O Brasil se destaca mundialmente ao reciclar 98,7% das latas de alumínio consumidas, índice que posiciona o país como líder global nesse segmento. Essa elevada taxa significa que quase toda lata utilizada retorna ao processo produtivo, resultando em significativa economia de energia e preservação de recursos naturais. Além do alumínio, cerca de 47% das latas de aço são recicladas no país. O aço pós-consumo tem alto valor industrial, podendo ser reciclado infinitamente sem perda de qualidade, sendo reaproveitado em embalagens, automóveis, eletrodomésticos e outros produtos essenciais.
Transformação de resíduos e inovação tecnológica geram valor econômico
Resíduos como plásticos, metais, papel e vidro são reaproveitados em novos produtos, reduzindo a extração de matérias-primas e evitando desperdícios. No entanto, materiais como produtos químicos, baterias e eletrônicos demandam processos específicos para descarte e tratamento, nem sempre permitindo reaproveitamento. Em 2024, a reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas, segundo dados do Movimento Plástico Transforma, parceiro da Rede Pela Circularidade do Plástico. Esse feito demonstra a capacidade do Brasil de gerar valor ao longo da cadeia produtiva a partir de resíduos plásticos descartados.
Uma inovação tecnológica brasileira, desenvolvida no interior de São Paulo, tem permitido substituir a resina plástica virgem — feita a partir de matérias-primas fósseis como petróleo — por material reciclado na fabricação de embalagens para defensivos agrícolas. Essa tecnologia, em operação industrial na Campo Limpo Plásticos há quase 20 anos, começa a chamar atenção de governos e entidades internacionais. Conforme a economista e ambientalista Vininha F. Carvalho, essa substituição traz benefícios ambientais e econômicos ao reduzir a dependência de recursos fósseis.
Embalagens recicladas com qualidade industrial e ciclo fechado
Marcelo Okamura, presidente da Campo Limpo Plásticos, destaca que as embalagens produzidas com resina reciclada apresentam o mesmo padrão de segurança, resistência e qualidade estrutural que aquelas feitas com material virgem. “O que impressiona no mercado externo é que conseguimos fechar o ciclo: recolher, reciclar e produzir embalagens com o mesmo nível técnico exigido”, explica. Essa capacidade de reciclagem reforça a sustentabilidade industrial e valoriza a economia circular.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
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Fonte: soudebh.com.br
A base legal para esses avanços está na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que institui o princípio da responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes pelo ciclo de vida dos produtos. Vininha F. Carvalho ressalta que, ao otimizar processos e criar novas oportunidades, o país garante retorno rápido sobre investimentos, com impactos sociais e ambientais positivos. “Cada produto descartado corretamente movimenta toda uma cadeia produtiva”, conclui.
Desafios financeiros para novos negócios e sustentabilidade empresarial
Em 2024, o Brasil registrou mais de 4,2 milhões de novos pequenos negócios, enquanto 2,4 milhões foram encerrados no mesmo período, segundo o Sebrae. Esse cenário evidencia a dificuldade de transformar crescimento em sustentabilidade duradoura. Especialistas apontam que a falta de integração entre contabilidade e gestão financeira é um dos principais entraves para a saúde das empresas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que entre 60% e 63% das empresas brasileiras não sobrevivem após cinco anos de atividade. Embora múltiplos fatores influenciem esses índices, falhas na gestão financeira, planejamento insuficiente e uso inadequado das informações contábeis comprometem a continuidade dos negócios.
Aniele Tinoco de Sá Vieira, fundadora da Prospere Finanças, ressalta que a percepção da contabilidade como apenas uma obrigação fiscal limita seu potencial estratégico. “Quando informações contábeis não são usadas para tomada de decisão, a empresa perde clareza sobre sua situação financeira, elevando riscos”, alerta. Entre os problemas comuns estão controle inadequado do fluxo de caixa, precificação errada, uso incorreto de crédito e ausência de indicadores confiáveis.
Integração entre finanças e contabilidade é chave para o sucesso empresarial
A desconexão entre setores financeiro e contábil pode levar a decisões reativas e falta de visão estratégica. “A gestão financeira atua no dia a dia, enquanto a contabilidade oferece uma visão ampla da situação da empresa. Sem integração, o empresário não consegue antecipar problemas nem identificar oportunidades”, explica Aniele. Incorporar a contabilidade à rotina estratégica proporciona melhor planejamento, previsibilidade e redução de riscos que ameaçam a sustentabilidade dos negócios.
A Prospere Finanças, fundada em 2013 no Rio de Janeiro, atua como assessoria contábil especializada em serviços para médicos, profissionais da saúde, liberais e pequenas e médias empresas. Seu trabalho reforça a importância de transformar dados contábeis em inteligência para garantir a saúde financeira e o crescimento sustentável das empresas brasileiras.
