Expectativas para a Relação entre Executivo e Legislativo
No programa O Grande Debate, exibido nesta quinta-feira (25), o advogado Alessandro Soares e a jornalista Ana Amélia Lemos discutiram se a aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se concretizará de fato. O encontro aconteceu logo após a votação do PL da Dosimetria no Congresso, um momento que pode marcar o início de uma nova fase na relação entre o Legislativo e o Executivo.
Durante o evento de posse do novo ministro do turismo no Palácio do Planalto, Hugo Motta afirmou que o ano de 2023 não foi fácil para o Congresso Nacional, mas que ele está comprometido em manter uma “parceria e diálogo de maneira franca” até 2026. Essa posição do presidente da Câmara é vista como uma tentativa de construir uma relação mais próxima com o governo federal.
Os Desafios da Aliança Política
Alessandro Soares destacou que a efetividade dessa reaproximação vai depender do cenário eleitoral que se desenha para 2024. “O governo enfrenta um dilema: precisa negociar com uma estrutura de poder que não lhe é favorável, mas essa negociação é essencial para a democracia e para a governabilidade no momento atual”, ressaltou. Soares acrescentou que essa relação pode ser impactada por desgastes e ataques que o governo enfrenta.
Além disso, Soares ponderou que, o sucesso da relação entre Lula e Motta dependerá, em grande parte, dos resultados das pesquisas eleitorais e da forma como o governo se posicionará no início do próximo ano. “Tudo isso irá pesar na balança do Hugo Motta”, avaliou.
Uma Nova Dinâmica de Poder
Por sua vez, Ana Amélia Lemos acredita que a reaproximação já está em curso. “Hugo Motta é um presidente muito diferente de Arthur Lira. Ele sabe como usar o poder, e isso é crucial para o governo, que precisa de um equilíbrio na liderança”, comentou. Para ela, a relação positiva entre Lula e o presidente da Câmara é ainda mais relevante, considerando que Lula é um potencial candidato em 2024.
“A Câmara é responsável pelas emendas parlamentares, que são a moeda de troca essencial para os candidatos. O que Hugo Motta precisa garantir é que essas emendas sejam aplicadas com transparência, para que a sociedade saiba como está sendo utilizado esse recurso”, finalizou Ana Amélia.
