Qualificação na Atenção Primária à Saúde
A Secretaria de Saúde de Rio das Ostras está comprometida em qualificar seus servidores, visando aprimorar o atendimento à comunidade e valorizar os profissionais da Rede Municipal. Nesta quarta-feira, 1º de abril, a Subsecretaria de Atenção Primária conduziu a Oficina de Vigilância do Desenvolvimento Infantil no 1º Ano de Vida e Protocolos de Aplicação do M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers), um questionário de rastreamento precoce para a identificação de riscos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças com idades entre 16 e 30 meses.
A oficina tem como objetivo equipar médicos e enfermeiros que fazem parte das equipes de Saúde da Família, para que possam atuar de maneira mais estratégica e eficaz. A iniciativa reforça a ideia de que a Atenção Primária é fundamental no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a principal porta de entrada para cuidados contínuos e integrais.
Essa ação reafirma o compromisso do município com a melhoria da assistência materno-infantil. A subsecretária de Atenção Primária à Saúde, Rosimeri Azevedo, comenta: “A Atenção Primária é a porta de entrada do SUS e precisa estar preparada para acolher e prevenir. Essa oficina mostra que estamos investindo em nossos profissionais para oferecer um cuidado cada vez mais humano e resolutivo às famílias”.
Conscientização sobre o Autismo
A capacitação também está alinhada às atividades da Secretaria em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. A oficina foca no primeiro ano de vida da criança, uma fase crítica para o desenvolvimento neurológico, cognitivo e socioemocional. Nesse sentido, o treinamento visa aprimorar a capacidade dos profissionais em identificar precocemente sinais de atraso no desenvolvimento, garantindo que a puericultura vá além do simples monitoramento do crescimento físico e inclua uma vigilância mais abrangente sobre o desenvolvimento da criança.
Um dos aspectos centrais desse treinamento é a aplicação do protocolo M-CHAT, uma ferramenta padronizada para o rastreamento do TEA. Essa metodologia permite a detecção precoce de riscos em áreas sociais e comunicativas, possibilitando intervenções mais rápidas que podem alterar significativamente o prognóstico das crianças.
Vigilância da Sífilis Congênita
Além da abordagem sobre o autismo, a oficina inclui a vigilância de crianças expostas à sífilis congênita. Considerando que essa condição representa um risco biológico significativo para atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e sensorial, um acompanhamento clínico rigoroso durante o primeiro ano de vida é essencial para diminuir os impactos negativos e garantir o pleno potencial de desenvolvimento desses bebês.
“Nosso compromisso é cuidar das crianças desde o início da vida. Ao qualificar nossas equipes, fortalecemos a Saúde da Família e garantimos que cada criança tenha acompanhamento integral e atento ao seu desenvolvimento”, afirma Fernanda Peres, responsável pelo Departamento Geral de Saúde da Família e Comunidade.
Padronizando o uso de instrumentos validados e fluxos de atendimento, a Secretaria de Saúde visa aumentar a segurança clínica dos profissionais e a confiabilidade nos serviços prestados.
A Oficina, promovida pelos departamentos de Saúde da Família e Comunidade, Ciclos Vitais e Doenças Infecciosas e Transmissíveis, solidifica a Atenção Primária em Rio das Ostras como um espaço essencial para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Com profissionais bem treinados e atuando como multiplicadores de boas práticas em suas unidades, a expectativa é de que o município amplie o alcance de suas ações voltadas à saúde infantil, garantindo que cada criança receba assistência integral, humanizada e fundamentada em evidências desde os seus primeiros meses de vida.
