Impacto Positivo da Proibição de Celulares
Um pouco mais de um ano após a implementação da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do Distrito Federal, já é possível observar resultados significativos. Essa medida, que visa transformar o ambiente escolar, tem contribuído para um clima de aprendizagem mais saudável e para o fortalecimento das relações interpessoais entre os alunos.
No Centro Educacional Incra 8, situado na zona rural e atendendo cerca de mil estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, a adaptação se consolidou por meio de estratégias pedagógicas que estimulam a interação face a face. A diretora da instituição, Solange da Cunha Pereira, destaca que aproximadamente 80% dos alunos já se adaptaram às novas regras que proíbem o uso dos celulares em todos os espaços da escola, incluindo os intervalos, onde os aparelhos precisam ser guardados nas mochilas.
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Os estudantes também notam uma diferença notável em seu desempenho. Camila Ambra Aires dos Santos, de 17 anos, afirma que sua concentração nas aulas aumentou e que sua dependência do celular diminuiu. “Meu rendimento na escola melhorou e em casa eu nem uso tanto o celular quanto antes”, comenta, ressaltando a importância das interações presenciais. Por outro lado, Maria Fernanda de Souza Costa, de 14 anos, percebeu que seu raciocínio se desenvolveu, já que agora responde às questões sem recorrer à internet. Alex Yudi Togashi, de 15 anos, celebra o aumento de amizades e a redução da timidez, ressaltando que se sente mais à vontade para socializar.
Os professores também registram avanços notáveis em sala de aula. Germano Pereira dos Santos Filho, docente de matemática, observa uma maior concentração entre os alunos, além de melhorias no desempenho acadêmico em casa, refletindo inclusive em suas próprias filhas. Iêdes Soares Braga, secretária interina de Educação, considera a implementação da lei muito positiva, destacando que os desafios iniciais foram superados e que os alunos estão mais focados e participativos.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
A adaptação à nova realidade escolar não foi isenta de dificuldades. O processo demandou um diálogo constante para enfrentar as resistências iniciais, criando um espaço propício para leitura, jogos de tabuleiro e atividades manuais. A fiscalização sobre o uso de celulares é realizada de forma gradual, priorizando advertências antes de recorrer a medidas mais severas, como o recolhimento de aparelhos ou até mesmo suspensões.
As famílias também têm percebido os benefícios da nova regra. Patrícia de Sousa Rodrigues, mãe de Maria Fernanda, observa que a filha apresenta um comportamento e desempenho escolar melhorados, evidenciando limites semelhantes aos adotados em casa. Weslla Santana, mãe de Alex, reforça que notou uma evolução significativa na socialização do filho, que antes costumava ser mais isolado. Essas observações corroboram a ideia de que o ambiente escolar é crucial para o desenvolvimento social e acadêmico dos jovens.
