Oportunidades no Mercado Jurídico
A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aplicou neste domingo (22) a prova de seleção para a primeira turma de 2026 do Programa de Residência Jurídica. Essa iniciativa tem como foco a formação e a empregabilidade no setor jurídico, com a disponibilização de 100 vagas – sendo 50 destinadas a jovens advogados, com até cinco anos de inscrição, e outras 50 para profissionais com mais de cinco anos de experiência.
Na atual edição, 83 escritórios parceiros de diferentes portes no DF apoiam o programa. Nas edições anteriores, durante 2025, cerca de 200 participantes se inscreveram, e 74 residentes conseguiram novas colocações no mercado durante e logo após o término do curso.
O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, conhecido como Poli, junto com a copresidente Roberta Queiroz, responsável pela gestão do programa, recebeu os participantes com entusiasmo. Roberta destacou a importância do programa, afirmando que “este é um programa que vai além de uma simples pós-graduação; ele oferece uma real oportunidade de inserção no mercado de trabalho”. Ambos reconheceram o trabalho colaborativo na elaboração das provas, que contou com a participação de diversas professoras que contribuíram para o desenvolvimento do conteúdo.
Colaboração Acadêmica e Iniciativas Inclusivas
A equipe de professoras envolvidas na criação das provas inclui nomes como Aryanna Linhares, Lorena Ocampos, Maria Christina Barreiros e outras especialistas em suas áreas. Roberta Queiroz enfatizou o orgulho em ter uma equipe majoritariamente feminina na elaboração das questões: “A advocacia é um espaço para todos que se dedicam. Desejo boa sorte a todos os candidatos”, completou Poli, ao visitar as salas de prova e incentivar os candidatos.
Entre os presentes, havia uma variedade de perfis, desde iniciantes até advogados mais experientes. A atmosfera era de expectativa e determinação, refletindo o anseio de muitos por uma carreira promissora na advocacia. Cada candidato trazia consigo histórias distintas, mas todos compartilhavam a vontade de utilizar a formação oferecida pela OAB/DF como um impulso na carreira.
Ingrid de Souza Silva, uma jovem advogada de 28 anos, estava entre os candidatos. Recém-aprovada no Exame da OAB, ela expressou sua empolgação: “Trabalhar e estudar é um desafio muito grande”, disse ela, que já atuava na área Cível e tinha como foco os inventários. Ingrid destacou que buscava o programa de Residência Jurídica para adquirir mais prática e se dedicar plenamente à profissão.
Retorno à Advocacia e Preparação dos Candidatos
Outro candidato, Eduardo Victor Pontes Carneiro, de 64 anos, também prestou a prova. Com uma carreira de advogado desde 2008, ele decidiu retornar à advocacia após se aposentar do Banco Central. Eduardo, que está interessado nas áreas Previdenciária e Tributária, comentou: “Estou aqui para voltar à ativa. Venho com o conhecimento adquirido ao longo da vida e pretendo agregar isso à nova fase”.
A organização do evento foi bem estruturada, com a participação de 26 colaboradores que ajudaram na recepção e supervisão da prova. A OAB/DF registrou 376 inscrições nesta edição, sendo 295 pertencentes à advocacia jovem e 81 ao grupo de profissionais mais experientes.
A coordenação do programa destacou a parceria com a Unitar (SP) para garantir que as exigências do MEC sejam atendidas, com emissão de certificados para os participantes. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 4 de março, e a aula inaugural ocorrerá em 16 de março.
Detalhes do Processo Seletivo
Conforme o Edital de Convocação do Programa de Residência Jurídica 1/2026 (PRJ-OAB/DF), a seleção oferece 100 vagas, divididas igualmente entre jovens advogados e aqueles com mais experiência. O processo seletivo é realizado por meio de uma prova objetiva, com caráter classificatório e eliminatório.
O programa é estruturado como um curso de pós-graduação “Residência Jurídica”, totalizando 360 horas, sendo 140 horas/aula presenciais e 220 horas de prática em escritórios conveniados. As atividades práticas podem ser presenciais, remotas ou híbridas e incluem tarefas como análise de processos e elaboração de peças. A prova aplicada este domingo consistiu em 80 questões, e os candidatos precisavam atingir pelo menos 50% de acertos para serem aprovados.
Embora o curso não ofereça remuneração, pode haver auxílio-transporte e seguro de vida durante a fase prática, conforme os critérios do programa.

