Operação combate planejamento de atentados eleitorais no Distrito Federal

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma operação nesta terça-feira (4) contra um grupo investigado por planejar atentados durante o período eleitoral deste ano. De acordo com a corporação, a ação foi deflagrada a partir de informações obtidas pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), que instaurou um inquérito para aprofundar a análise dos suspeitos.

Segundo a polícia, as comunicações interceptadas mencionavam Brasília como destino de uma mobilização marcada para as eleições de 2026. A operação, batizada de Rede Interrompida, cumpriu mandados contra oito investigados com idades entre 19 e 31 anos, residentes em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. As ações contaram com o apoio das polícias civis dos respectivos estados.

Detalhes da investigação e avanços

O ponto de partida para a investigação foi um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, órgão ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante as apurações, a polícia identificou discussões sobre invasão de prédios, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central da capital federal.

Além disso, foram encontrados manuais para a fabricação de artefatos explosivos compartilhados entre os investigados. A apuração visa crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso, além de delitos previstos na legislação antirracismo. Até o momento, não há enquadramento dos fatos na Lei de Terrorismo.

Contexto político e desdobramentos

Em 8 de janeiro de 2023, milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participaram de manifestações que resultaram na depredação da Praça dos Três Poderes, em protesto contra sua derrota nas eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maioria dos envolvidos foi processada, julgada e condenada por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro e membros de seu governo também foram condenados pela mesma acusação.

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