Desentendimento e Humilhação no voo
No último dia 4 de maio, Viviane Carvalho Souza Araújo vivenciou uma experiência angustiante enquanto tentava embarcar em um voo da Latam, acompanhado de seu filho de apenas 1 ano e 10 meses. A confusão começou ainda na porta da aeronave, resultando na intervenção da Polícia Federal e na retirada da passageira e seu filho do avião.
Viviane, que estava sozinha durante a viagem, levava o bebê no colo, além de um carrinho dobrável e duas bolsas. Ao chegar na entrada da aeronave, foi informada pela chefe dos comissários que o carrinho deveria ser despachado do lado de fora. A passageira, no entanto, expressou sua preferência em mantê-lo na cabine, mencionando a falta de ajuda em sua situação. “Não pedi nada além de auxílio para guardar o carrinho”, declarou.
De acordo com a passageira, o pedido foi negado de maneira ríspida pela comissária, que alegou que as regras da companhia não permitiam a acomodação do carrinho a bordo. Viviane tentou enfatizar a necessidade de empatia, já que viajava com um bebê, mas sem sucesso. Sem outras opções, ela seguiu para seu assento, onde um passageiro a ajudou a acomodar o carrinho no bagageiro.
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Fonte: parabelem.com.br
Após a situação, a Latam emitiu um comunicado, afirmando que a intervenção da Polícia Federal se deu após a passageira discordar das normas de segurança sobre a acomodação do carrinho. A companhia também destacou que, apesar do ocorrido, Viviane foi realocada em outro voo de forma gratuita e conseguiu viajar com o carrinho. “A segurança de nossos passageiros e tripulação é sempre uma prioridade”, afirmaram.
Regras de Acomodação para Carrinhos de Bebê
A Latam esclareceu que carrinhos dobráveis podem ser levados sem custo adicional, desde que haja espaço na cabine da aeronave. Caso contrário, eles devem ser despachados para o porão sem custo adicional. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) complementa que passageiros com crianças de colo, como é o caso de Viviane, têm direito a assistência especial e, quando possível, devem ter seus carrinhos acomodados na cabine.
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Fonte: odiariodorio.com.br
Viviane, após se acomodar, decidiu registrar uma reclamação formal e procurou um responsável pelo voo. Durante a abordagem, a comissária, que se identificou como chefe da equipe, insinuou que a passageira estava tentando deixar o voo, o que foi negado por Viviane. A advogada relata que foi ameaçada com a chamada da polícia e, mesmo afirmando que não desejava desembarcar, a Polícia Federal foi notificada.
Dois agentes embarcaram no voo e acompanharam a saída dela e do filho, diante dos demais passageiros, o que a advogada descreve como uma situação extremamente “humilhante”. Ela chegou a solicitar que os policiais registrassem a ocorrência, mas foi informada de que estavam presentes apenas para acompanhar o procedimento.
Solidariedade dos Demais Passageiros
Viviane ainda menciona que outras três passageiras se solidarizaram com sua situação, oferecendo apoio e testemunhos sobre o que ocorreu. Uma delas afirmou ter ouvido comentários ofensivos por parte da comissária, o que só aumentou a indignação de Viviane. Em sua declaração, a advogada ressaltou que não utilizou sua profissão para tentar obter privilégios e que acredita que sua identificação pode ter sido consultada posteriormente pelos funcionários da Latam.
A Latam, após a situação, reiterou seu compromisso com a segurança e o bom atendimento aos passageiros. Em nota, a companhia afirmou que os tripulantes são amplamente treinados para lidarem de forma cordial e profissional em diversas situações durante os voos. Além disso, conforme informado, o voo LA3203, de São Paulo para Brasília, teve um atraso de 18 minutos em razão dos acontecimentos.
