Paralisação e Assembleia Geral dos Professores do DF
Os professores e orientadores educacionais da rede pública do Distrito Federal tomaram a decisão de realizar uma paralisação no próximo dia 18 de março de 2026, acompanhada de uma assembleia geral. Devido a essa mobilização, não haverá aulas nas escolas públicas no referido dia. O encontro está agendado para as 9h30, no estacionamento da Funarte, em Brasília, e a convocação é uma iniciativa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), marcando assim o início das ações da categoria para o ano de 2026.
A assembleia será um espaço para discutir e aprovar o calendário de lutas da categoria. Entre os tópicos mais relevantes a serem abordados estão as reivindicações relacionadas à carreira dos educadores, a contratação de novos profissionais e as políticas educacionais em vigor.
Os professores estão realizando esforços para pressionar o governo em relação à continuidade da reestruturação da carreira do magistério. Eles buscam mudanças significativas na tabela salarial, a redução do número de padrões, uma progressão mais acelerada na carreira e a revisão e ampliação das gratificações oferecidas.
Outro ponto de destaque nas pautas é a necessidade de ampliação do quadro de servidores efetivos. A categoria exige a nomeação de aprovados no concurso realizado em 2022, além da realização de um novo certame para suprir a carência de profissionais na rede pública de ensino.
Além disso, os educadores também estão cobrando maior agilidade nos processos de aposentadoria junto ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). Eles pretendem debater, ainda, questões relacionadas às políticas educacionais, com uma forte oposição à militarização das escolas.
O Sinpro-DF critica abertamente a política educacional implementada pelo governo do Distrito Federal e defende que sejam feitos investimentos mais robustos na educação pública. Vale ressaltar que a paralisação ocorre em um contexto de intensas discussões sobre financiamento e as condições de trabalho enfrentadas na rede pública de ensino.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal foi contatada para fornecer um posicionamento sobre a mobilização da categoria, mas até o momento a resposta não foi divulgada.
