Arte e Saúde se Encontram nas Oficinas de Muralismo
Os muros das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal estão ganhando vida com cores e histórias por meio do Programa de Oficinas e Práticas de Muralismo. A iniciativa, que estimula a integração entre saúde, cultura e arte, contribui diretamente para o bem-estar da população e a valorização dos espaços de cuidado. Nesta terça-feira (9), a UBS 1 da Asa Sul sediou a segunda oficina do programa, reunindo usuários e profissionais de saúde para uma experiência colaborativa.
Participação Comunitária e Construção Coletiva
O programa, conduzido pela Gerência de Práticas Integrativas em Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), teve início em maio e faz parte das ações da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais (RHAMB), em parceria com a Fiocruz Brasília. A primeira oficina ocorreu na UBS 2 do Guará, onde o mural já foi finalizado com as contribuições dos participantes.
Durante as oficinas, usuários e profissionais transformam memórias e vivências da comunidade em intervenções artísticas permanentes. Sob a orientação de pesquisadoras, os participantes traduzem em desenhos suas experiências com a unidade, as Práticas Integrativas em Saúde (PIS) e os Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (HAMB). Essas criações servem de base para o mural que será pintado na UBS.
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Conexão e Impacto Social na Comunidade
Entre os participantes na Asa Sul, Ilza Santos, 69 anos, que frequenta atividades de ginástica, automassagem e o horto da unidade, destacou sua contribuição. Em seu desenho, Ilza retratou plantas cultivadas no espaço e pessoas praticando exercícios físicos, elementos que poderão fazer parte da arte final do mural. “Vou ficar muito feliz se alguma parte do meu desenho estiver na parede. É uma forma de contribuir e deixar um pedacinho da minha história registrado aqui”, disse.
O programa seguirá durante o segundo semestre por dez UBSs nas sete regiões de saúde do Distrito Federal, unindo Atenção Primária à Saúde (APS), agroecologia, metodologias participativas e práticas artísticas. O objetivo é tornar os ambientes mais acolhedores e fortalecer os laços entre comunidade e serviço público.
A encarregada pela sistematização da experiência, Erika Hurtado, ressalta a riqueza do processo: “Cada oficina revela realidades diversas, o que nos desafia a criar atividades que dialoguem com cada território. É um processo de troca, criatividade e construção coletiva muito rico”.
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Além de melhorar a ambientação das unidades de saúde, o projeto busca aproximar outras iniciativas nos territórios. Na Asa Sul, a oficina dialoga com uma escola pública próxima que mantém um projeto de agrofloresta. Marcos Trajano, gerente de PIS da SES-DF, explica que a ideia é conectar ações da saúde e da educação que compartilham princípios agroecológicos, ampliando o alcance dessas experiências na comunidade.
Ao término do ciclo, todo o processo será compilado em um material disponível para consulta pública, registrando as experiências e resultados do programa.
