Histórico Mundial de Marcha Atlética em Brasília
No último sábado (11/4), Sebastian Coe, presidente da World Athletics e ex-campeão olímpico, deu início à conferência de imprensa do Campeonato Mundial de Marcha Atlética Caixa por Equipes 2024. O evento, que ocorre no auditório do Museu Nacional da República, em Brasília, representa um marco importante, sendo a primeira vez que o campeonato é realizado no Hemisfério Sul. Durante a abertura, Coe ressaltou a relevância do campeonato, que já possui uma ampla tradição no calendário internacional.
A competição, que contará com mais de 300 atletas de 40 países, tem início neste domingo (12/4), às 6:45, com as provas sendo realizadas no icônico Eixo Monumental. Nesse Mundial, os atletas terão a oportunidade de competir nas novas distâncias da marcha atlética, que incluem a maratona (42,195 km) e a meia maratona (21,097 km), além da prova de 10 km para atletas sub-20. A transmissão ao vivo do evento será feita pelo SporTV, com flashes ao longo do programa Esporte Espetacular na TV Globo.
“Este evento começou em 1961 e, pela primeira vez, chega à América do Sul e ao Hemisfério Sul. Neste ano, visitaremos diferentes continentes com as competições da World Athletics Series”, comentou Coe, referindo-se a outros eventos importantes da série, como o Mundial de Revezamentos, que ocorrerá em Gaborone, Botswana, e o Mundial de Corrida de Rua, programado para Copenhague, na Europa. Ele expressou gratidão ao Governo Federal e ao Governo do Distrito Federal pelo suporte recebido para a realização do campeonato em Brasília.
Com um tom bem-humorado, Coe também relembrou suas batalhas nas pistas com Joaquim Cruz durante os anos 1980. “É curioso, esta é a primeira conferência onde não me perguntam sobre Joaquim Cruz”, brincou, recordando sua corrida na final dos 800 metros nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984, onde Cruz conquistou o ouro e Coe ficou com a prata. Ele ainda comentou que a execução do Hino Nacional brasileiro foi mais longa do que o tempo de sua prova naquela final.
Competições e Expectativas para o Mundial
Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt, enfatizou a importância desse momento para o atletismo brasileiro. “É um momento histórico ter um evento deste porte pela primeira vez no Brasil e no Hemisfério Sul. Quero agradecer ao Governo do Distrito Federal, ao Ministério do Esporte e à Caixa, que tornaram tudo isso possível. Sebastian Coe é uma referência e exemplo para todos nós. Estamos confiantes de que esse Mundial será inesquecível para a marcha atlética no Brasil e na América Latina”, afirmou.
Iziane Castro, secretária nacional de excelência esportiva do Ministério do Esporte, representou o ministro Paulo Henrique Cordeiro e destacou o papel fundamental do programa Bolsa Atleta para o desenvolvimento do esporte brasileiro, incluindo a marcha atlética. Celina Leão, governadora do Distrito Federal, deu as boas-vindas aos atletas e equipes que estão participando do campeonato, reafirmando que Brasília é a “capital dos grandes eventos”.
Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, ressaltou o empenho da equipe que possibilitou ao Brasil sediar o Mundial. “Um grande investimento de quase 5 milhões do Governo do Distrito Federal foi realizado, e estamos prontos para receber o mundo. Nossos agradecimentos à World Athletics, à CBAt e à Federação local. Sejam bem-vindos ao Brasil e a Brasília”, concluiu.
Expectativas dos Atletas Brasileiros
Entre os competidores, Caio Bonfim (CASO-DF) e Viviane Lyra (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) conversaram com a imprensa sobre suas expectativas para a competição. Caio Bonfim, que já é um atleta experiente e campeão mundial dos 20 km e vice-campeão dos 35 km, disputará sua prova em casa, na meia maratona, às 11:05. “Desde que soubemos que Brasília seria a sede do evento, a responsabilidade aumentou. Para muitos, é uma festa, mas para mim é um dia de prova. Estou muito motivado e espero fazer uma boa performance”, disse Bonfim.
Ele também homenageou dois ex-atletas que marcaram sua carreira: Sérgio Galdino, um ícone da marcha no Brasil, e Jefferson Pérez, campeão olímpico em 1996 e tricampeão mundial. “Essas pessoas foram fundamentais na minha trajetória”, destacou.
Viviane Lyra, parte da equipe da maratona feminina, expressou sua alegria em representar o Brasil. “É uma honra estar aqui. A equipe é unida e determinada, e cada atleta tem uma história de superação. Estou muito animada para competir na maratona, que é uma prova desafiadora e mágica”, afirmou.
O Brasil, que celebra sua tradição na marcha atlética, está em um momento crucial ao receber este importante campeonato. As expectativas são altas, e o evento promete ser um marco na história do atletismo nacional.

