A presença feminina no serviço público do DF

No Distrito Federal, as mulheres representam a maioria no serviço público, contabilizando 54,62% dos servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF). Isso equivale a 66.459 profissionais em um total de 121.679 servidores. Essa significativa presença feminina se estende a posições de liderança, refletindo avanços na elaboração de políticas públicas.

No primeiro escalão da administração, das 33 secretarias de Estado, seis são lideradas por mulheres, incluindo a vice-governadora Celina Leão e cinco secretárias. Isso resulta em cerca de 18% das principais posições gerenciais. Nas administrações regionais, cinco das 35 regiões são dirigidas por mulheres, representando aproximadamente 14% das chefias locais.

Mulheres em áreas essenciais

A participação feminina é ainda mais expressiva em setores fundamentais como educação, saúde e assistência social. Na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), as mulheres constituem 68,51% do corpo de servidores, totalizando 22.431 profissionais de um total de 32.742. Nos cargos comissionados, elas ocupam 66,54% das 4.474 funções de gestão, atuando principalmente como supervisores, vice-diretores, diretores e chefes.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressalta que essas profissionais gerenciam com sensibilidade e competência, promovendo transformações significativas nas escolas. Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), as mulheres também têm um papel relevante, representando 62,8% dos servidores, com 1.113 profissionais atuando entre 1.771, além de ocupar 60,5% dos cargos de chefia, com um total de 178 em 294 postos. A secretária Ana Paula Marra enfatiza que essa presença robusta enriquece a qualidade das políticas públicas, trazendo repertório e compromisso com a base.

Quebrando barreiras em áreas tradicionalmente masculinas

A influência das mulheres se estende a setores tradicionalmente dominados por homens. Na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a corporação é chefiada pela coronel Ana Paula Barros Habka, e as mulheres representam cerca de 15% do efetivo. Já na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), elas correspondem a 30% do total de agentes, desempenhando funções como delegadas, peritas e papiloscopistas.

Inovação e gestão feminina

No campo da inovação e gestão, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação conta com todas as suas três subsecretarias lideradas por mulheres, que são responsáveis pela administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital. Além disso, na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores que participam de programas de capacitação são mulheres. A diretora-executiva Juliana Tolentino observa que essa realidade reflete um modelo de gestão baseado em competência técnica, sensibilidade social e equidade.

Uma agenda estratégica para o desenvolvimento feminino

A vice-governadora Celina Leão destaca que promover o crescimento das mulheres é uma agenda essencial, que não apenas fortalece a economia, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa. O aumento da presença feminina nos ambientes de decisão demonstra mudanças na gestão pública, ampliando a diversidade e impactando positivamente a formulação de políticas que afetam a vida dos cidadãos no DF.

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