São Paulo Lidera Casos de Mpox em 2026

O Brasil registrou, até esta quarta-feira (25 de fevereiro de 2026), um total de 88 casos confirmados de Mpox, doença causada pelo vírus Monkeypox. O estado de São Paulo é o mais afetado, com 62 diagnósticos. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), que também informou que o Rio de Janeiro contabiliza 15 casos, seguido por Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e o Distrito Federal (1). Felizmente, todos os casos até o momento são considerados leves a moderados, e não há registro de mortes associadas à doença até agora em 2026.

Os números de 2026 mostram uma queda significativa em relação ao ano anterior. Em 2025, o Brasil enfrentou um aumento de casos, com 1.079 registros e duas mortes relacionadas à infecção. A tendência de queda nos casos é uma notícia encorajadora, mas ainda assim, as autoridades de saúde permanecem atentas à situação.

Discrepâncias nos Dados de Casos

Apesar das informações do Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) apresentou um número diferente para o estado, afirmando que existem 50 casos confirmados. De acordo com a SES-SP, a capital paulista concentra a maioria, com 31 registros. Outras cidades, como Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, têm dois casos cada. Já municípios como Campinas, Santos, Guarulhos e Osasco relatam um caso isolado cada.

Entendendo a Mpox: Sintomas e Transmissão

A Mpox é uma doença infecciosa que se manifesta principalmente por uma erupção cutânea. As lesões podem se apresentar como bolhas ou feridas, com duração variando de duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, apatia e inchaço dos gânglios linfáticos. As erupções podem aparecer em diversas partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, virilha e regiões genitais ou anais.

A transmissão do vírus ocorre com o contato próximo entre indivíduos infectados. Isso envolve o contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou mucosas. Além disso, gotículas respiratórias expelidas durante a fala podem propagar o vírus. O toque físico, incluindo relações sexuais, e o compartilhamento de objetos contaminados também são maneiras de contágio.

Diagnóstico e Prevenção

O período de incubação do vírus varia de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. A identificação dos sintomas é crucial, e a recomendação é que a pessoa procure uma unidade de saúde para a realização de exames laboratoriais, que são a única forma de confirmação do diagnóstico. O diagnóstico diferencial é essencial para excluir outras doenças com sintomas semelhantes, como varicela, herpes e sífilis.

O MS reforça a importância do isolamento imediato para casos suspeitos ou confirmados de Mpox. “Indivíduos com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, evitando o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios, até que o período de transmissão tenha terminado”, enfatiza o Ministério da Saúde.

Medidas de higiene são fundamentais na prevenção da doença, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão ou o uso de álcool em gel. Para quem precisa ter contato com uma pessoa infectada, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção, como luvas e máscaras. A limpeza de roupas e superfícies contaminadas deve ser realizada com cuidado, utilizando água morna e detergente, e descartando adequadamente resíduos contaminados, como curativos.

Tratamento e Riscos de Complicações

Atualmente, não há um medicamento específico aprovado para o tratamento da Mpox. O foco terapêutico reside em aliviar os sintomas e prevenir complicações. Na maioria dos casos, os sinais da doença tendem a desaparecer em algumas semanas. No entanto, a infecção pode levar a complicações graves, especialmente em grupos vulneráveis, como recém-nascidos, crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Entre as complicações que podem surgir estão infecções bacterianas secundárias, encefalite, miocardite e pneumonia. Casos mais graves podem necessitar de internação e tratamento com antivirais para atenuar a gravidade da doença.

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