Um Legado de Justiça e Competência
Maurício Miranda, desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), faleceu aos 60 anos em Goiânia, no último domingo (4). Sua trajetória no Ministério Público do DF e Territórios, onde atuou como promotor de Justiça, foi marcada por casos de grande relevância social, incluindo o ‘Crime da 113 Sul’ e o assassinato do indígena Galdino Jesus dos Santos.
Durante sua carreira, Maurício Miranda se destacou como uma figura essencial em investigações que repercutiram amplamente na sociedade. Ele foi fundamental nas acusações relacionadas ao assassinato de João Cláudio Leal e ao trágico caso que envolveu Galdino Jesus dos Santos. Sua atuação, sempre firme e comprometida, deixou um legado importante de justiça e ética no Ministério Público.
Em nota oficial, tanto o Ministério Público do DF e Territórios quanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) expressaram suas condolências à família e amigos de Maurício. O governador Ibaneis Rocha (MDB) também lamentou a perda, ressaltando a importância de Miranda como um profissional do direito que se destacou pela competência e dedicação ao seu trabalho.
Formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em Economia pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Maurício Miranda também possuía um mestrado em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Sua carreira no serviço público se estendeu por mais de quatro décadas. Antes de integrar o Ministério Público do DF em 1991, ele passou por Goiás e, em 2023, foi empossado como desembargador do TJDFT.
Miranda atuava na 7ª Turma Cível e na 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, deixando sua marca na história do judiciário do Distrito Federal. Seu comprometimento e competência foram reconhecidos por colegas, amigos e inúmeras autoridades do setor. A partida de Maurício deixa um vazio profundo no cenário jurídico e um legado de ética que servirá de exemplo para futuras gerações.
A contribuição de Maurício Silva Miranda para a justiça e a sociedade é inegável, e sua ausência será sentida por muitos. Sua carreira exemplar e sua atuação em casos emblemáticos solidificaram sua imagem como um jurista íntegro e dedicado. O legado de Maurício Miranda no TJDFT será eternizado, e sua memória será sempre uma fonte de inspiração para todos que acreditam na justiça.

