Marcos Culturais do Ano
O ano de 2025 ficará na memória dos amantes da arte e da cultura, com eventos que vão desde conquistas cinematográficas até apresentações memoráveis. No Brasil, o destaque vai para o primeiro Oscar conquistado pelo país após uma campanha intensa, um feito que emocionou multidões.
Internacionalmente, escritores renomados fizeram seu retorno às livrarias, aliviando a espera ansiosa dos fãs. No entanto, o ano também foi marcado por perdas tristes, incluindo assaltos a museus e a morte de grandes ícones da cultura.
Abaixo, revisitamos os momentos mais impactantes que definiram a cultura em 2025.
A Conquista do Oscar
O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, fez história ao conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional em março, sendo a primeira vitória do Brasil nesta categoria. A produção, ambientada na ditadura militar, superou concorrentes de peso como o dinamarquês “A Garota da Agulha” e o francês “Emilia Pérez”.
Apesar de a obra ter sido indicada também na categoria de Melhor Filme, não obteve a estatueta, e a atriz Fernanda Torres, protagonista da trama, também não conquistou o prêmio de Melhor Atriz. Mesmo assim, a vitória foi um marco significativo para o cinema nacional.
Produções Brasileiras em Destaque
Outro filme brasileiro que ganhou notoriedade foi “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro. O longa-metragem foi agraciado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, consolidando a diversidade do cinema brasileiro no cenário internacional, com 13 produções apresentadas no festival. Em novembro, “O Agente Secreto” teve uma estreia simultânea em Brasil, Alemanha e Portugal, e já se prepara para conquistar o Globo de Ouro e o Oscar do próximo ano.
Show Histórico de Lady Gaga
O Brasil também teve seu momento de glória com o show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, que atraiu mais de 2 milhões de pessoas, marcando um dos maiores públicos da carreira da artista. Lady Gaga expressou sua gratidão em palco, afirmando que estava fazendo história e que esperou longos oito anos para realizar essa apresentação, que havia sido adiada devido a problemas de saúde.
Inclusão na Academia Brasileira de Letras
Em um feito notável, a Academia Brasileira de Letras incluiu pela primeira vez uma mulher negra entre seus membros imortais. Ana Maria Gonçalves, autora do livro “Um defeito de cor”, tomou posse de uma cadeira da instituição após receber 30 dos 31 votos. Em seu discurso, ela destacou a importância de sua ancestralidade na sua trajetória, abordando questões raciais em suas obras.
Retorno de Gigantes na Literatura
Na literatura, os autores Ken Follett e Dan Brown fizeram seus triunfantes retornos às prateleiras. Follett lançou “Círculo dos Dias”, um romance épico que aborda a construção de Stonehenge, enquanto Dan Brown trouxe “O Segredo Final”, uma nova aventura com o icônico Robert Langdon, ambientada na cidade de Praga.
Assaltos a Museus
O ano também trouxe à tona momentos sombrios, como o assalto ao Museu do Louvre, onde ladrões roubaram obras valiosas da Coroa francesa, levantando preocupações sobre a segurança das instituições culturais. Em São Paulo, o Museu Mário de Andrade também foi alvo de ladrões, que levaram obras de renomados artistas como Henri Matisse e Candido Portinari.
Abertura do Grande Museu Egípcio
Após 20 anos de construção, o Grande Museu Egípcio foi inaugurado, prometendo ser um dos maiores e mais impressionantes complexos culturais do mundo, abrigando mais de 100 mil peças, incluindo a coleção do faraó Tutancâmon.
Recordes em Leilões de Arte
O mundo da arte viu recordes sendo quebrados, como o leilão do “Retrato de Elisabeth Lederer” por 236 milhões de dólares, tornando-se a obra mais cara de arte moderna. Além disso, o autorretrato de Frida Kahlo alcançou 54,7 milhões de dólares em um leilão, superando outras obras de artistas mulheres.
Despedidas que Marcaram o Ano
O ano de 2025 foi também um período de despedidas. A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, em decorrência de um câncer, gerou uma onda de comoção nacional. Internacionalmente, o público lamentou a perda de figuras icônicas como o cineasta David Lynch e o cantor Ozzy Osbourne, entre outros.
