Mudança estratégica de Grass abre novas possibilidades na corrida eleitoral
Leandro Grass, agora ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), decidiu se desligar do cargo para concorrer ao governo do Distrito Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A sua saída, determinada pela desincompatibilização eleitoral, é uma exigência da Justiça Eleitoral que impede ocupantes de cargos no Poder Executivo de permanecerem em suas funções enquanto disputam cargos eleitorais.
A presidência do Iphan será assumida por Deyvesson Israel Alves Gusmão, que até então liderava o Departamento de Patrimônio Imaterial do instituto. Em uma publicação nas redes sociais, Grass compartilhou seus sentimentos sobre a mudança, afirmando que este é um momento que marca “o fim de um ciclo”. Ele expressou gratidão e destacou a certeza de ter deixado “um importante legado” à frente da instituição.
Além de Grass, outros pré-candidatos à cadeira do governo do DF incluem Celina Leão (PP), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e José Roberto Arruda (PSD). Com um cenário eleitoral tão competitivo, a expectativa em torno das candidaturas se intensifica.
Leandro Grass é um profissional com uma trajetória sólida. Formado em sociologia e com mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), ele também é gestor cultural pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). Em sua carreira acadêmica, foi pesquisador do Observatório de Políticas Públicas Culturais da UnB e é um dos membros da Associação Amigos do Centro Histórico de Planaltina.
Grass teve uma experiência política como deputado distrital entre 2019 e 2022. Após o término do mandato, ele decidiu se lançar novamente na corrida pelo governo do DF, onde obteve um bom desempenho, ficando em segundo lugar em sua última disputa, mas sendo ultrapassado ainda no primeiro turno pela reeleição de Ibaneis Rocha (MDB).
A saída de Grass do Iphan pode ser vista como um movimento estratégico em busca de novos desafios e oportunidades políticas, refletindo não apenas suas ambições pessoais, mas também uma tentativa de fortalecer sua base eleitoral no contexto atual. O desenrolar desta eleição promete ser um divisor de águas para muitos dos envolvidos.

