Inauguração do Espaço Renata Rios

Com o intuito de promover uma Justiça mais humanizada e estimular o pensamento crítico cultural, a Justiça Federal no Distrito Federal acaba de lançar o Espaço Renata Rios de Arte & Cultura. Localizado no 10° andar do edifício Sede I, o novo espaço foi concebido para reunir servidores e a comunidade em torno do cinema e da literatura, oferecendo um ambiente propício para debates e celebrações sobre essas manifestações artísticas. O Clube de Cinema & Literatura da Seção Judiciária do DF (SJDF) realizará encontros mensais gratuitos, abertos ao público, com discussões baseadas em filmes e livros. O próximo encontro ocorrerá no dia 9 de abril, às 16h30, e terá como tema o filme “A Pior Pessoa do Mundo”, de Joachim Trier, e o renomado livro “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera.

Um espaço de convivência cultural

Segundo Aline Albernaz, coordenadora do projeto, esta é a primeira edição de uma iniciativa que busca inovar dentro da Justiça Federal. Desde a inauguração do espaço em novembro de 2025, as atividades culturais têm ganhado destaque. “Uma das primeiras programações que iniciamos em 2026 foi o Clube de Cinema e Literatura”, explicou Aline. O objetivo é criar um ambiente de convivência não apenas para os servidores, mas também para a sociedade em geral. “O Clube é aberto a qualquer pessoa interessada em cinema e literatura”, enfatizou.

Para os interessados, é possível ingressar no grupo oficial do Clube de Cinema & Literatura através do WhatsApp, onde são compartilhadas informações sobre os encontros mensais, além de detalhes sobre onde assistir ao filme do mês e adquirir o livro selecionado.

Encontros mensais e a experiência de compartilhamento

Os encontros ocorrerão na primeira quinta-feira de cada mês, exceto em abril e junho. Durante essas reuniões, Aline ressalta que os participantes têm a oportunidade de vivenciar uma experiência de escuta e compartilhamento. “Embora o cinema seja uma atividade coletiva, muitas vezes as reflexões sobre o que foi assistido não são compartilhadas”, comentou. O objetivo é proporcionar um ambiente onde cada participante possa discutir suas impressões e vivenciar a obra a partir de diferentes perspectivas.

Aline destaca a importância do papel da Justiça na formação cultural dos cidadãos, construindo um sentimento de pertencimento entre os membros da instituição. “A Justiça deve assegurar que as vozes dos servidores sejam ouvidas em suas múltiplas dimensões, indo além da rotina intensa de trabalho e processos”, disse. Com essa iniciativa, a Justiça busca se aproximar da sociedade, ampliando a percepção de que o espaço judiciário não é tão distante da vida cotidiana das pessoas.

O crescimento do Clube e a adesão do público

O Clube de Cinema e Literatura já surpreendeu em sua primeira edição, que ocorreu na primeira quinta-feira de março, reunindo 30 participantes. No grupo do WhatsApp, 70 pessoas acompanhavam o filme “Hamnet”, de Chloe Zhao, e o livro “Um Teto Todo Seu”, de Virginia Woolf. “Foi incrível ver a variedade de pessoas, com idades que variavam de 20 a 70 anos, em um ambiente rico em troca de experiências”, destacou Aline.

Agora, prestes a realizar o segundo encontro, o grupo online já conta com quase 120 participantes. “O interesse tem crescido e as pessoas estão ansiosas para viver essa experiência de encontro presencial e troca de ideias”, afirmou. Aline ressalta que não há limite para inscrições, e o grupo continua aberto a todos que desejam participar gratuitamente. As atividades estão programadas até dezembro, com a participativa seleção dos filmes e livros em julho e dezembro. “Convidamos todos os amantes da literatura e do cinema para se juntarem a nós”, concluiu.

A percepção dos participantes

Para Monique Alvarenga, servidora do SJDF, a experiência no clube tem sido enriquecedora. “Discutir arte e cultura não apenas amplia nossos horizontes, mas também proporciona momentos de descontração e conexão entre colegas”, compartilhou. Ela acredita que essa iniciativa deveria ser replicada em outras instituições, pois traz benefícios significativos ao bem-estar dos servidores.

A assistente social Camila Farias também elogiou o encontro, descrevendo-o como uma oportunidade imperdível de escapar da rotina. “Mergulhar na arte e discutir suas nuances é essencial. A conexão entre o filme e o livro fez todo sentido e enriqueceu nosso debate”, afirmou. Camila espera que o serviço público continue a abrir espaço para iniciativas artísticas que contribuam para transformar a sociedade.

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