Fortalecimento da Indústria de Medicamentos
No dia 3 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estiveram em Valinhos (SP) para visitar a fábrica da Bionovis. Esta empresa é responsável pela produção e comercialização de medicamentos biológicos complexos no Brasil. A Bionovis integra um total de 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), realizadas em colaboração com laboratórios públicos, que já resultaram na entrega de mais de 8,4 milhões de medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Desde o início de 2023, o Ministério da Saúde tem investido mais de R$ 5,6 bilhões nessas PDPs, com o objetivo de fortalecer a produção nacional de medicamentos dedicados ao tratamento de câncer, doenças raras e autoimunes.
“Criamos o SUS para atender a todos. Esse investimento garante assistência aos pacientes com medicamentos fabricados aqui, no Brasil. Isso representa soberania na saúde e na tecnologia. O Brasil passa a ter a capacidade de produzir medicamentos que apenas quatro países no mundo conseguem fabricar”, destacou o presidente Lula. O compromisso, segundo ele, é garantir dignidade e respeito a todos os 212 milhões de brasileiros, assegurando acesso a tratamentos dignos e igualitários.
Medicamentos para Doenças Autoimunes
O fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde é uma das principais metas do Ministério da Saúde. A partir dessas parcerias, uma variedade de medicamentos está sendo preparada para a rede pública, incluindo fármacos para condições como artrite reumatoide, esclerose múltipla e doença de Crohn. Entre os produtos desenvolvidos estão a beta-interferona 1a, etanercepte, infliximabe, golimumabe e adalimumabe, todos indicados para o tratamento de doenças autoimunes, além de trastuzumabe e rituximabe, usados no combate ao câncer.
O ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância da Bionovis na disponibilização de medicamentos de alto custo no SUS, enfatizando a garantia de acesso qualificado e ágil aos pacientes. “Essa fábrica surge e cresce em função do SUS. Graças a esse projeto, a população brasileira poderá acessar medicamentos modernos, proporcionando não só melhoria na qualidade de vida, mas também economia ao SUS, com redução de internações e cirurgias, reforçando nossa soberania na produção de tecnologias”, afirmou Padilha.
Transição para Produção Nacional
A última fase das PDPs envolve a transferência total de tecnologia para laboratórios públicos. Essa iniciativa permitirá a produção 100% nacional dos medicamentos, diminuindo a dependência externa e consolidando a soberania do Brasil por meio de uma indústria robusta, capaz de atender às necessidades da população.
Produção Nacional do Insumo Farmacêutico Ativo
No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu luz verde para a Bionovis produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), essencial para a fabricação nacional do infliximabe, medicamento utilizado no tratamento de doenças autoimunes. Esta medida é um marco na política de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), representando um esforço bem-sucedido para garantir a autonomia na produção de fármacos para o SUS.
Em 2023, o Governo do Brasil renovou sua estratégia de fortalecimento da base industrial e tecnológica, promovendo maior acesso a medicamentos, vacinas e outros insumos estratégicos para o sistema público de saúde. Dentro dessa agenda, destaca-se a aprovação, para 2025, do financiamento de R$ 650 milhões para a Bionovis, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse recurso será destinado à instalação de uma linha de produção inovadora, focada no desenvolvimento e fabricação de insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade. Atualmente, a planta da empresa possui capacidade para produzir até 250 kg de proteínas biológicas e mais de 19 milhões de frascos e seringas anualmente.
