Volume Expressivo Reforça a Importância dos Portos

Entre os dias 1º e 23 de fevereiro, o Brasil importou 4,852 milhões de toneladas de fertilizantes, conforme os dados divulgados pela agência marítima Williams Brasil. Esse volume não apenas ressalta o ritmo acelerado das operações logísticas nesse período, mas também evidencia o papel vital dos portos brasileiros na cadeia de suprimento agrícola.

Porto de Santos Lidera as Importações

O porto de Santos, localizado no estado de São Paulo, continua sendo o principal ponto de recepção de fertilizantes no país, com uma previsão de desembarque de 1,664 milhão de toneladas durante o período analisado. A infraestrutura desse terminal é fundamental para o abastecimento dos polos agrícolas situados no Sudeste e no Centro-Oeste.

Paranaguá em Segundo Lugar nas Importações

Em segunda posição, o porto de Paranaguá, no Paraná, deve receber 961,872 mil toneladas de fertilizantes. Este terminal mantém-se como um dos principais corredores logísticos do agronegócio, atendendo tanto os produtores quanto as indústrias de insumos da região Sul e parte do Centro-Oeste.

Relatório Abrange Embarcações Atraçadas e Previstas

O levantamento realizado pela Williams Brasil leva em consideração tanto as embarcações que já estão atracadas e em operação quanto aquelas que ainda aguardam atracação ou têm chegada prevista até 10 de maio. Essa análise detalhada permite estimar com maior precisão a movimentação futura e o impacto esperado no fornecimento interno de fertilizantes.

Colheita de Soja em Mato Grosso Também Avança

Enquanto isso, a colheita da soja referente à safra 2025/26 no estado de Mato Grosso avançou para 65,75% da área cultivada, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgados nesta segunda-feira (23). O progresso semanal foi de 14,74 pontos percentuais, resultado da diminuição das chuvas que, anteriormente, estavam dificultando o andamento das atividades no campo.

Impacto das Condições Climáticas na Colheita

Apesar do avanço, o ritmo de colheita ainda está 0,41 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, a de 2024/25, refletindo o impacto das condições climáticas irregulares que marcaram o início desse ciclo. O Imea também chamou a atenção para a umidade elevada que tem afetado a qualidade dos grãos em algumas regiões.

Desafios com a Umidade Alta

As chuvas intensas nas semanas passadas, especialmente na região Norte do estado e ao longo da BR-163, aumentaram a umidade dos grãos e contribuíram para a ocorrência de soja avariada. Essa situação pode resultar em descontos na comercialização caso o padrão de qualidade não atenda às exigências do mercado.

Regiões Mais Adiantadas na Colheita

Entre as regiões que estão mais avançadas na colheita, o Médio-Norte se destaca, com 90,55% da área já colhida, seguido pelo Noroeste, que chega a 79,02%. No Oeste, cidades como Sapezal e Campo Novo do Parecis lideram o ritmo dos trabalhos, enquanto no Vale do Guaporé, a atividade ainda segue em um compasso mais lento.

Avanços em Ciclos Tardios

As áreas de ciclo tardio, como o Sudeste de Mato Grosso, apresentam um avanço mais gradual, com apenas 37,38% da área colhida. Esse desempenho é influenciado pelo excesso de chuvas e pela semeadura tardia, fatores que prorrogam o início da colheita nessas localidades.

Expectativas Positivas para Produtividade

Apesar das variações climáticas e dos desafios pontuais na qualidade, o Imea mantém expectativas otimistas quanto à produtividade da safra 2025/26. A tendência é de uma produção elevada, sustentada pelo bom desempenho das lavouras já colhidas até o momento. A continuidade de condições climáticas favoráveis nas próximas semanas será crucial para consolidar esses resultados, reforçando a posição de Mato Grosso como o maior produtor nacional de soja.

Share.
Exit mobile version