Desafios Orçamentários na Saúde do Distrito Federal
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta quarta-feira (7) que será necessário ‘manter o cinto apertado’ em relação aos gastos na saúde para o ano de 2026. Essa declaração veio à tona durante uma entrevista à TV Globo, onde o governador foi questionado sobre o atraso no repasse de verbas destinadas ao Hospital da Criança, que, em dezembro, precisou fechar leitos de UTI e enfermaria devido à falta de recursos.
Rocha explicou que ‘o orçamento da saúde não suportou todos os gastos’, citando o aumento nos preços de insumos e o desequilíbrio no contrato com o Instituto de Gestão de Saúde do DF (IGES). ‘Este ano, teremos que manter o cinto apertado’, reiterou o governador.
A situação no Hospital da Criança é crítica. Em 2 de janeiro, a Justiça exigiu que o governo liberasse R$ 69 milhões para a unidade de saúde, que é responsável por 52% dos leitos de UTI pediátrica na rede pública do DF. Essa determinação judicial reflete a gravidade da crise enfrentada pela instituição, que foi revelada pela primeira vez em dezembro pela TV Globo.
Crise Financeira e Respostas Emergenciais
A crise financeira do Hospital da Criança começou a se agravar no final de 2022, quando o atraso no repasse de verbas, que perdura desde outubro, atingiu R$ 74 milhões. Diante da situação alarmante, após reportagens da TV Globo, a Secretaria de Saúde do DF liberou duas parcelas emergenciais totalizando R$ 10 milhões. Contudo, esse valor foi considerado insuficiente para cobrir a dívida crescente do hospital.
Em um cenário onde a saúde é um tema de preocupação constante, a falta de recursos compromete a capacidade dos hospitais públicos de atender às demandas da população. Especialistas alertam que o aumento das despesas na saúde, sem os devidos ajustes orçamentários, pode resultar em prejuízos irreparáveis à qualidade do atendimento, especialmente para as crianças, que são as mais vulneráveis nesse contexto.
Essa situação levanta questionamentos sobre a gestão financeira do governo e sobre como o planejamento orçamentário pode impactar diretamente a saúde pública. Com novas demandas surgindo a cada dia, a necessidade de priorizar a saúde no orçamento parece mais urgente do que nunca.

