Uma Celebração da Identidade Cultural
No dia 21 de março, marcado como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, Ceilândia se tornará o palco da primeira edição do Festival Samba DF. Este evento surge como uma iniciativa coletiva que visa valorizar os talentos do samba na capital, promovendo um diálogo entre arte, militância e economia criativa.
O festival tem como meta amplificar as diferentes vozes que representam o samba no Distrito Federal, priorizando critérios de raça, gênero e orientação sexual. Além das atrações já confirmadas, haverá um chamamento público para selecionar cinco artistas ou grupos locais que integrarão a programação oficial, assegurando assim a inclusão e a democratização do palco.
Para o artista Marcelo Café, a iniciativa é bem-vinda e necessária. “O Distrito Federal já merece uma ação específica para os grupos e artistas de samba que se destacam aqui. A cidade é reconhecida como um celeiro musical e tem contribuído significativamente para o surgimento de novos talentos no samba e no pagode”, afirma.
A festividade terá início às 12h, com uma variedade de opções gastronômicas oferecidas por empreendedores locais. Às 13h, o som ficará por conta do coletivo Samba Pagode Cultura e Futebol, seguido pelo Samba do Guariba às 15h, que contará com a participação de artistas convidados como Cris Pereira, Dhi Ribeiro, Milsinho, Breno Alves, entre outros.
O encerramento, programado para as 22h, contará com a apresentação dos talentos selecionados através do chamamento público, prometendo uma festa cheia de energia e celebração.
Fomentando a Economia Criativa
Além da música, o Festival Samba DF também promove a economia criativa por meio de uma feira de artesanato organizada pela Kitanda Cultura de Terreiro. Esta ação reforça a conexão do samba com suas raízes ancestrais e comunidades de matriz africana, valoriza o território de Ceilândia e evidencia a importância da cultura negra na formação da identidade local.
O evento é uma realização do Instituto Black Spin e conta com a colaboração da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF), mostrando a força da parceria entre a sociedade civil e o poder público na promoção da cultura.
Uma Experiência Teatral Inesquecível
Enquanto isso, em outro canto da cidade, o Teatro Brasília Shopping se prepara para receber o espetáculo “CATÁSTROFE – O Concerto”, uma produção do Palhaço Zambelê Badalo do Tuiuiú, interpretado pelo renomado artista Zé Regino. Com cinco sessões entre 20 e 29 de março, o espetáculo promete transformar o desastroso em encantador, trazendo à tona uma história de um músico desastrado.
A produção começa com um palco vazio e um músico atrapalhado que precisa montar seu próprio show, transformando cada percalço em motivo para risos. Zé Regino descreve o espetáculo como um convite à celebração do caos e da alegria de viver, onde o público se torna parte da performance ao final, contribuindo para a conclusão do concerto.
A escolha da faixa etária a partir de 12 anos não é apenas uma escolha arbitrária; segundo o artista, isso se relaciona à estrutura da dramaturgia que exige um repertório de referências para gerar identificação e riso entre os espectadores.
Uma Trajetória de Sucesso
Com uma carreira marcada pela experimentação e pela fusão de diferentes linguagens, Zé Regino é considerado uma referência na palhaçaria brasileira. “CATÁSTROFE” marca seu retorno ao público jovem e adulto, reafirmando sua habilidade em criar momentos cômicos e envolventes. O espetáculo não é apenas uma performance, mas uma experiência que destaca a beleza da fragilidade humana, com o caos se transformando em poesia.
A Mostra Teatral de Brasília, que apresenta essa produção, é uma iniciativa da Estrella Cultura e Arte e visa democratizar o acesso à cultura por meio de uma programação diversificada de espetáculos, incluindo ações que promovem a acessibilidade e a inclusão.

