Um Aumento no Reconhecimento do Agronegócio no DF

Nos últimos anos, o Distrito Federal tem se afirmado como um relevante polo do agronegócio, com destaque para iniciativas como as rotas da Uva e do Queijo e as festividades que celebram a rica produção de frutas na região. Em 2025, esses eventos atraíram mais de 2 milhões de visitantes, evidenciando a importância cultural e econômica das feiras. Nesta sexta-feira (13), o governador Ibaneis Rocha participou do lançamento oficial das feiras da Goiaba, da Uva e do Morango, que ocorrerão em 2026, em um evento realizado na Granja do Torto.

“Essas festas geram milhares de empregos diretos no Distrito Federal e atraem mais de 2 milhões de pessoas a cada edição”, destacou Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil.

O governador complementou afirmando que “essas feiras são fundamentais para a cultura do DF, contribuindo para o desenvolvimento e fortalecimento da vida no campo”. Ele ressaltou ainda o crescimento da produção rural na região e os investimentos do Governo do Distrito Federal para melhorar as condições de trabalho dos produtores locais.

Impacto Econômico e Social das Feiras

Em 2025, as três feiras geraram aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos e movimentaram cerca de R$ 500 milhões na economia do Distrito Federal. “Brasília se estabelece como a capital das frutas”, ressaltou Gustavo Rocha. “É essencial promover esses eventos, pois eles têm um impacto significativo na cultura e na economia local”, afirmou.

As feiras não só oferecem a oportunidade de exposição e venda de frutas e seus derivados, como também trazem uma programação cultural diversificada, com shows de artistas renomados.

“Esses eventos têm um caráter muito interessante, pois conectam a alta produtividade agrícola de Brasília com grandes nomes da música, tudo em um ambiente inclusivo e com shows gratuitos”, avaliou Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa. “Portanto, as feiras geram um impacto abrangente nas dimensões econômica, artística, cultural e social.”

Programação das Feiras de 2026

A Feira da Goiaba, que chega à sua 11ª edição, dará início ao calendário de eventos, ocorrendo de 4 a 12 de abril em Brazlândia. Estão confirmadas atrações como Israel & Rodolfo (4/4), Pablo e Tuca Fernandes (5/4), e Eduardo Costa (12/4).

A 6ª Feira Nacional da Uva e do Vinho ocorrerá de 31 de julho a 9 de agosto em Planaltina, enquanto a Feira do Morango celebrará sua 30ª edição de 4 a 13 de setembro, também em Brazlândia.

“Esses eventos são cruciais para evidenciar nossa produção local”, ressaltou José Luís Yamagata, produtor rural e presidente da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag). “Hoje, temos um mercado interno forte, e a feira é uma excelente oportunidade para escoar produtos e gerar renda na região.”

Eduardo Campos, presidente da Associação Cresce-DF e produtor em Planaltina, reforçou a relevância da Feira da Uva, que tem crescido consideravelmente. “Junto com as feiras da Goiaba e do Morango, elas mostram a importância do agronegócio no DF e o papel fundamental das famílias produtoras para o crescimento deste setor.”

Crescimento da Fruticultura no Distrito Federal

O sucesso destas feiras é reflexo do aumento da fruticultura no Distrito Federal, uma atividade que ocupa aproximadamente 2.381 hectares e resulta em mais de 40 mil toneladas produzidas anualmente. As principais frutas cultivadas incluem abacate, goiaba, banana, limão, tangerina, laranja, maracujá, manga, pitaia e uva, abrangendo diversas regiões rurais da capital.

Em 2025, a produção de uva no DF foi registrada em 39,43 hectares, com uma colheita total de 484,86 toneladas distribuídas entre 59 produtores. O cultivo está presente em áreas como Planaltina e Sobradinho, focando tanto no consumo direto quanto em enoturismo e agroindustrialização artesanal.

O morango, com forte produção em Brazlândia, soma 131,9 hectares plantados, gerando 3.956,1 toneladas e envolvendo 403 produtores na região. A goiaba também apresenta números significativos, sendo cultivada principalmente em Alexandre Gusmão e Brazlândia, com produção expressiva que solidifica essas áreas como líderes no cultivo da fruta.

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