Resultados Impressionantes nas Exportações

O agronegócio do Espírito Santo se consolidou como um dos principais pilares da economia capixaba, com destaque para sua diversificação e forte presença tanto no mercado interno quanto externo. Em 2025, o estado obteve um expressivo resultado de US$ 3,21 bilhões, o que equivale a aproximadamente R$ 17,2 bilhões em exportações. Esse valor representa o segundo maior da série histórica, demonstrando a resiliência do setor diante de um cenário global desafiador.

As exportações somaram 2,4 milhões de toneladas, sendo enviadas para 133 países, o que corresponde a 30,7% de toda a pauta exportadora do estado. Mesmo com uma queda de 11,2% em relação a 2024, o desempenho reafirma a competitividade internacional do agronegócio capixaba, especialmente em um ano marcado por desafios como o tarifaço dos Estados Unidos e ajustes de mercado.

Desafios e Oportunidades no Cenário Internacional

O ano de 2024 foi extraordinário para o setor, com recordes de preços e uma antecipação nas compras, principalmente de café, impulsionadas pela demanda da União Europeia. Essa base comparativa elevada fez com que o ano seguinte apresentasse um cenário de ajustes naturais. O tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que adicionou até 40% sobre certos produtos agrícolas, impactou áreas sensíveis como o café, pimenta-do-reino, mamão e gengibre. Contudo, após negociações, parte dessas tarifas foi reduzida, beneficiando culturas cruciais para o estado, como o café, frutas e carne bovina.

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino das exportações do agronegócio capixaba em 2025, com transações que chegaram a US$ 658,3 milhões, representando 20,5% do total. A Turquia e o México também figuraram entre os principais compradores, com participações de 7,3% e 5,6%, respectivamente.

Análise do Desempenho por Especialistas

Para Enio Bergoli, secretário estadual de Agricultura, o desempenho do setor em 2025 deve ser compreendido à luz do extraordinário ciclo do ano anterior. “O ano de 2025 foi positivo para o agronegócio capixaba, mesmo com um ambiente mais desafiador e os impactos do tarifaço. Viemos de 2024, que foi um ano excepcional em nossa história, influenciado pela antecipação de compras de café, especialmente pela União Europeia, e pelos recordes de preços no mercado internacional. Partindo de um patamar tão elevado, é natural que houvesse algum ajuste, mas os dados de 2025 mostram que o agronegócio do Espírito Santo continua forte, competitivo e diversificado”, afirmou Bergoli.

O desempenho de 2025 sugere uma consolidação em um novo patamar estrutural das exportações capixabas, sustentado por produtos tradicionais, como o café e a celulose, mas também por uma crescente gama de itens de maior valor agregado, incluindo pimenta-do-reino, gengibre, mamão, ovos, carnes e pescados.

Destaques de Produtos e Crescimento Excepcional

Entre os produtos que se destacaram, a pimenta-do-reino teve um crescimento significativo, com uma alta de 113% em valor e 58% em volume, totalizando US$ 347 milhões. Este é o maior resultado já registrado na série histórica, e o Espírito Santo respondeu por impressionantes 69% de todas as exportações brasileiras desse produto, reforçando sua liderança no setor. O estado também se destacou nas exportações de gengibre e mamão, com participações de 60% e 40%, respectivamente.

Desempenho do Agronegócio Brasileiro em 2025

No cenário nacional, o agronegócio brasileiro alcançou exportações de US$ 169,2 bilhões em 2025, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. Este crescimento foi impulsionado por um aumento de 3,6% no volume embarcado, compensando uma leve queda de 0,6% nos preços médios internacionais. O Brasil encerrou o ano com resultados históricos em várias categorias, incluindo carnes bovina, suína, de frango, ovos, soja e algodão, beneficiados pela firme demanda e um câmbio favorável.

Composição da Pauta Exportadora do Agronegócio Capixaba

A composição das exportações do agronegócio capixaba em 2025 é a seguinte:
– Café e derivados: US$ 1,79 bilhão (55,7%)
– Celulose: US$ 862,6 milhões (26,9%)
– Pimenta-do-reino: US$ 347,2 milhões (10,8%)
– Gengibre: US$ 40,4 milhões (1,3%)
– Carne bovina: US$ 37,5 milhões (1,1%)
– Mamão: US$ 29,4 milhões (0,9%)
– Chocolates e preparados de cacau: US$ 18,6 milhões (0,6%)
– Álcool etílico: US$ 13,1 milhões (0,4%)
– Ovos: US$ 8,4 milhões (0,3%)
– Peixes: US$ 7,0 milhões (0,2%)
– Outros produtos: US$ 57,2 milhões (1,8%)

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