Movimentações Intensas no Cenário Político do Distrito Federal
Seis dos sete ex-governadores do Distrito Federal (DF) estão se mobilizando de maneira intensa para as eleições programadas para 2026. Os planos variados vão desde tentativas de retorno ao governo até candidaturas a cargos legislativos. A única exceção nesta movimentação é Rogério Rosso, que, apesar de sua ativa participação partidária, não deverá concorrer. Essa agitação entre as figuras políticas do DF já está reverberando nos bastidores, envolvendo diferentes siglas que vão do centro à esquerda.
Ibaneis Rocha (MDB), que governou o GDF por dois mandatos consecutivos, é um dos principais protagonistas nessa disputa. Após deixar o cargo no final de março para cumprir o prazo de desincompatibilização, seu foco agora é garantir uma das duas vagas do Senado. Mesmo enfrentando desgastes devido a investigações relacionadas ao Banco de Brasília (BRB), Ibaneis busca preservar seu capital político e se reposicionar como uma figura relevante no cenário eleitoral.
Retornos e Novos Planos dos Ex-Governadores
Outro nome em destaque é Cristovam Buarque (PSB). Governando entre 1995 e 1998, Buarque também atuou como ministro da Educação e senador. Agora, aos 82 anos, ele decidiu retornar à vida partidária e já se apresenta como pré-candidato a deputado federal, com o objetivo de unir o campo progressista no DF. Em suas publicações nas redes sociais, ele enfatiza a necessidade de fortalecer a democracia e agir contra retrocessos, almejando um futuro mais justo para todos.
Rodrigo Rollemberg (PSB), que ocupou a governadoria de 2015 a 2018, atualmente exerce o cargo de deputado federal. Após uma recontagem de votos nas eleições de 2022, Rollemberg se beneficiou das novas regras de ‘sobras eleitorais’ e já sinalizou sua intenção de disputar a reeleição na Câmara dos Deputados em 2026.
Desafios Jurídicos e Novas Filiações
A primeira mulher a governar o DF, Maria de Lourdes Abadia (PSD), também está de volta ao cenário político. Recentemente, ela anunciou sua filiação ao PSD, após uma passagem pelo PSDB. Com um breve mandato em 2006, Abadia almeja agora uma cadeira na Câmara dos Deputados e se une ao mesmo grupo político de José Roberto Arruda, mesmo tendo sido sua adversária em pleitos anteriores.
José Roberto Arruda (PSD) é outro nome que deseja retomar o controle do Palácio do Buriti. Com sua filiação ao PSD, ele tem trabalhado para conseguir apoio dentro do cenário político. Contudo, ele enfrenta um desafio significativo: a atual governadora, Celina Leão (PP), está na disputa pela reeleição e já conta com o suporte de algumas das mesmas siglas que Arruda está tentando angariar.
Além disso, a situação jurídica de Arruda continua incerta. Ele foi condenado por improbidade administrativa no caso da Caixa de Pandora, o que o tornou inelegível por um período de oito anos. Dependendo da contagem, poderá se tornar elegível novamente em 2024 ou apenas em 2032, uma questão que ainda deve ser definida com o registro oficial da chapa na Justiça Eleitoral.
A Avaliação de Agnelo Queiroz e a Exclusão de Rosso
Por fim, Agnelo Queiroz (PT), que governou de 2011 a 2014, está considerando a possibilidade de se candidatar a deputado distrital. Recentemente, ele recuperou seus direitos políticos após decisões que anularam condenações anteriores por improbidade administrativa, embora tenha enfrentado investigações relacionadas à corrupção e prisões em casos vinculados ao Estádio Mané Garrincha.
Enquanto isso, Rogério Rosso (PP), que ocupou um mandato temporário em 2010, permanece ativo na política, mas não deve se candidatar novamente. A movimentação dos ex-governadores do DF promete agitar ainda mais o cenário político nas eleições que se aproximam, atraindo a atenção de eleitores e partidos.
