Uma Festa Cultural nas Praças do DF

O EducArte na Praça está de volta, agora em sua 4ª edição, e promete ampliar o acesso à cultura no Distrito Federal. Esse projeto, que se destaca pelo seu papel vital na valorização das bibliotecas públicas, atua como verdadeiros centros de convivência e aprendizado. Com uma programação gratuita, o EducArte percorre locais como Sobradinho, Plano Piloto e Brazlândia, oferecendo atividades para estudantes, jovens, adultos e toda a comunidade.

Idealizado pelas professoras Cléria Costa e Miriam Rocha, e organizado pela Casa de Cultura Telar, o projeto tem como objetivo principal integrar literatura, música, oralidade e artes cênicas. A proposta visa não apenas formar público, mas também estimular a reflexão crítica. Em um momento em que muitas bibliotecas enfrentam fechamento, o EducArte na Praça surge como uma oportunidade de revitalizar esses espaços e reafirmar sua importância social.

Um Novo Começo em Espaços Abertos

Originalmente criado no Teatro da Praça em Taguatinga, o projeto teve que se reinventar após a desativação do local. A transição para áreas abertas e comunitárias permitiu que a iniciativa se adaptasse, promovendo um novo formato que prioriza a interação entre artistas e público. Atualmente, o EducArte ocupa bibliotecas escolares e comunitárias, transformando esses locais em pontos de cultura vibrantes.

Cléria Costa, uma das idealizadoras, explica: “O projeto surgiu com o propósito de democratizar o acesso à cultura através da literatura e da música, estimulando a oralidade e a imaginação em comunidades populares. O nome ‘Praça’ remete essa origem comunitária, onde a escuta e a troca de saberes são fundamentais”.

Programação Artística e Reflexões Sociais

Com a edição deste ano, o EducArte na Praça enfatiza a diversidade artística como um de seus principais focos. Entre os destaques está “Catástrofe – O Concerto”, que traz à cena o palhaço Zambelê Badalo, uma criação de José Regino. A apresentação foca na fusão de humor e emoção, explorando a realidade de um músico em meio ao caos.

Outra produção relevante é “Galhada em Tempos de Fissura”, de Alice Stefânia, que trata do colapso ambiental e do Antropoceno, unindo performance, música e crítica ecológica. Já “A Baba da Onça Pintada”, com Wellington Abreu, utiliza a tradição oral para contar uma fábula que aborda o medo e a convivência com as diferenças.

A cultura urbana também tem espaço garantido na programação, com a realização da Batalha Imaterial. Este evento reúne artistas da cena local, como Raika e Estelar, em um momento de rimas e improviso, sob a coordenação do multiartista Mano Dáblio. Essa proposta estreita laços entre arte, educação e a expressão das periferias, enfatizando a força da palavra falada.

acessibilidade e Impacto Social

Um aspecto vital do projeto é sua preocupação com a acessibilidade. Algumas atividades contam com intérpretes de Libras e serviços de audiodescrição, garantindo que todos possam participar. O EducArte na Praça vai além de uma simples agenda cultural; ele se afirma como uma iniciativa com impacto educacional e social. Ao ocupar bibliotecas e espaços comunitários, o projeto reafirma a arte como uma ferramenta poderosa de transformação social, aproximando diferentes públicos e fortalecendo o acesso à cultura em Brasília.

O evento terá lugar em diversas bibliotecas e espaços comunitários, como:

Sobradinho

Biblioteca Escolar Comunitária Rui Barbosa (Quadra 04 – Área Especial 04) – 28/04 (terça) – 14h30 Batalha de Rimas com Mano Dáblio.
Acessibilidade: Audiodescrição

Plano Piloto

Biblioteca Escolar Comunitária Profª Tatiana Eliza Nogueira (108/308 Sul) – 11/05 (segunda) – 14h30 Contação de histórias com Ângela Café e Sérgio Duboc.
Acessibilidade: Libras

Brazlândia

Biblioteca Escolar Comunitária Érico Veríssimo (Setor Sul, Área Especial 3/4 A) – 19/05 (terça) – 20h Batalha de Rimas com Mano Dáblio.

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