Aporte de R$ 5 Bilhões Para o BRB
Nesta sexta-feira (6), o governo do Distrito Federal (DF) formalizará um plano ao Banco Central que prevê um investimento de R$ 5 bilhões no Banco de Brasília (BRB). Essa decisão é uma tentativa de reverter os prejuízos significativos gerados pela operação com o Banco Master, conforme informações obtidas pelo jornal Valor Econômico.
O Banco Central já havia estimado um rombo de R$ 5 bilhões na instituição, o que resultou em um patrimônio líquido negativo para o BRB. Com isso, o governo do DF, controlador do banco, se vê na responsabilidade de apresentar uma solução viável para recuperar a saúde financeira da entidade.
O aporte será feito em espécie, e o governo do DF está em tratativas com instituições financeiras privadas para garantir os recursos necessários. A estratégia pode incluir o apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), dependendo da estrutura final do empréstimo.
Para viabilizar essa proposta, o BRB precisa assegurar garantias sólidas, que serão oferecidas tanto aos bancos quanto ao FGC, caso este último participe do consórcio de financiamento. As discussões em andamento entre o GDF e os bancos da Faria Lima contemplam a possibilidade de oferecer ações de estatais, imóveis pertencentes ao GDF e direitos de potencial construtivo, respeitando as normas de zoneamento em vigor.
Contudo, para que essas garantias sejam efetivadas, o governo do DF precisará da aprovação da Assembleia Legislativa local. Essa medida é crucial para a transferência legal dos ativos, que poderá ocorrer em caso de inadimplência com os bancos.
Reestruturação do BRB e Liquidez do GDF
Enquanto as soluções para a capitalização do BRB estão sendo discutidas, o GDF também está buscando alternativas para aumentar sua liquidez. Nessa estratégia, o governo se dedica a negociar seus próprios ativos, o que gerará duas frentes de atuação: enquanto busca os R$ 5 bilhões para o banco, a administração do BRB foca em fortalecer sua posição de liquidez.
Uma vez que o plano de solução seja apresentado, o Banco Central terá a tarefa de verificar sua viabilidade. Este processo incluirá uma análise com os bancos privados para assegurar que estão dispostos a oferecer um empréstimo ao governo do DF. Se o plano demonstrar consistência e viabilidade, o Banco Central concederá um prazo para que as ações possam ser implementadas.
Uma fonte próxima ao caso revelou ao Valor que as participações de indivíduos associados ao Banco Master e à Reag no BRB já estão profundamente comprometidas, especialmente após a confirmação do patrimônio líquido negativo pela instituição reguladora. Essa situação reforça a urgência e a importância da nova proposta de aporte no BRB, que é essencial para reverter a crise financeira enfrentada pelo banco.

