Inscrições Abertas para Curso de Bandolim

Estão abertas as inscrições para o Curso Introdução ao Bandolim, uma formação gratuita promovida pela Orquestra de Bandolins de Brasília, parte do projeto 200 Anos de Bandolim no Brasil. Os interessados podem se inscrever até o dia 13 de março, e as aulas terão início a partir de 21 de março. O curso é destinado a pessoas a partir de 11 anos e não requer conhecimento prévio. O objetivo principal é apresentar os fundamentos do bandolim, incluindo sua história e técnica básica.

As aulas serão ministradas pelo Prof. Dr. Fernando Duarte, com o apoio de Mariana Sardinha como monitora. Com uma carga horária total de 24 horas, o curso acontecerá semanalmente aos sábados, das 10h às 12h, entre março e junho de 2026, na Asa Sul, em Brasília/DF. O resultado da seleção dos alunos deverá ser divulgado até o dia 17 de março.

Vagas e Inclusão Social

Ao todo, são oferecidas 20 vagas, com metade delas reservadas para pessoas negras e/ou do gênero feminino. Além disso, quatro vagas serão destinadas a adolescentes entre 11 e 17 anos que residem fora do Plano Piloto. Esses jovens receberão bolsas de ajuda de custo no valor de R$200 mensais e poderão contar com instrumentos emprestados, caso não disponham dos seus próprios. A seleção para essas bolsas seguirá critérios de representatividade, diversidade e renda familiar.

O curso também contará com acessibilidade para pessoas com deficiência, incluindo a disponibilização de partituras em Braille, reafirmando o compromisso da Orquestra de Bandolins com a inclusão social.

Sobre os Instrutores

O Prof. Dr. Fernando Duarte é um renomado bandolinista, compositor e arranjador. Ele é professor efetivo de Bandolim e História da Música Popular Brasileira da Escola de Música de Brasília. Com um sólido histórico de apresentações tanto no Brasil quanto no exterior, Fernando tem se destacado por seu trabalho autoral e pela contribuição ao ensino e à prática do bandolim. Doutor e Mestre em Práticas Interpretativas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele também possui formação em Música – Licenciatura pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Música Popular pela Faculdade de Música do Espírito Santo.

Mariana Sardinha, por sua vez, é uma talentosa cavaquinista e bandolinista, também formada pela Escola de Música de Brasília. Com experiência em festivais nos Estados Unidos e Cuba, ela já se apresentou com artistas de renome, como Fabiana Cozza e Hamilton de Holanda. Atualmente, integra diversos grupos musicais, reforçando sua presença na cena musical da capital.

A História do Bandolim

O bandolim é um instrumento com uma rica tradição musical, adaptando-se a diversas culturas ao redor do mundo. Presente em composições de grandes mestres como Vivaldi e Beethoven, o bandolim também é um elemento central em estilos musicais como a música country dos Estados Unidos, além de ser popular em países como Portugal, Irlanda e Índia. No Brasil, o instrumento é um símbolo do choro, refletindo a riqueza da música popular brasileira.

A história do bandolim no Brasil remonta ao século XVIII, com registros que indicam sua presença em Minas Gerais. No século XIX, o instrumento se consolidou no cenário musical nacional, com um marco significativo em 1826, quando o italiano Bartolomeo Bortolazzi anunciou aulas de bandolim, tornando-se o primeiro bandolinista documentado no país.

Comemorações e Lançamentos

Como parte das comemorações dos 200 anos do bandolim, a Orquestra de Bandolins de Brasília planeja realizar apresentações que coincidem com o lançamento do livro “História do Bandolim no Brasil”, escrito pelo professor e pesquisador Fernando Duarte, que também atua como regente e diretor musical da orquestra. Essa iniciativa visa reviver uma tradição popular que data do início do século XX, quando amadores e profissionais se reuniam em associações em torno do bandolim.

A proposta da Orquestra de Bandolins busca unir as técnicas de orquestração com a linguagem do bandolim brasileiro, promovendo a pesquisa sobre a prática do instrumento e a literatura orquestral. Este projeto é viabilizado por meio de recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

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