O Poder da Literatura Marginal e do Hip Hop
A Literatura Marginal desponta como um poderoso grito de resistência e afirmação. O Hip Hop, por sua vez, transcende o simples ato musical, unindo-se à literatura em uma luta comum: a busca pela voz onde antes havia silêncio. Ambas as expressões culturais, oriundas da periferia, revelam que a cultura não é um privilégio de poucos, mas um direito de todos. Contar a própria história se torna um exercício político vital, e ocupar espaços com essas narrativas é uma poderosa forma de resistência. Ao manifestar suas criações, a periferia não só produz arte, mas também conhecimento e reflexão. A mensagem é clara: a cultura é nossa!
Ferréz: Voz da Periferia
Ferréz, nome artístico de Reginaldo Ferreira da Silva, é um ícone da literatura marginal e do Hip Hop brasileiro, nascido em São Paulo. Reconhecido por obras impactantes como Capão Pecado e Manual prático do ódio, Ferréz traz à tona as vivências da periferia. Além de escritor e poeta, ele se destaca como roteirista e ativista cultural. Com uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, é fundador da marca de roupas 1Dasul e da ONG Interferência, que promove leitura e cultura nas comunidades periféricas.
Toni C: Multiplicador Cultural
Toni C é um artista multimídia cuja obra abrange escrita, pesquisa e produção audiovisual. Ele é o roteirista do documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem, que explora a trajetória do rapper Emicida, além de dirigir o documentário É Tudo Nosso! O Hip-Hop Fazendo História. Toni também é corroteirista do curta-metragem A Mais Bela História de Princesa. Sua biografia do rapper Sabotage e suas obras literárias, como Hip-Hop: 50 Anos, 50 Crônicas, O Hip-Hop Está Morto!, e Um Sonho de Periferia, solidificam sua posição como um dos maiores pensadores do movimento Hip Hop. Ele é o fundador da LiteraRUA, uma editora dedicada a promover a arte e a cultura das ruas, com destaque para sua estreia na literatura infantojuvenil com O Menino Que Pensa Fora da Caixa.
Tamires Sabotage: Herdeira da Tradição Musical
Tamires Sabotage, filha do lendário rapper Sabotage, é uma jovem que também se destaca nas artes. Estudante de Direito, palestrante e cantora, Tamires é uma voz ativa na comunidade. Ela preside o Instituto Todos Somos Um e o Centro Cultural Sabotage Vive, além de atuar como líder comunitária no Boqueirão, na Zona Sul de São Paulo. Sua trajetória é marcada por um forte compromisso social e cultural, continuando o legado de seu pai e contribuindo para a valorização da cultura periférica.
Evento e Ingressos
O encontro no Sesc São Paulo, que conta com a mediação de Tamires Sabotage, é uma oportunidade única de vivenciar e refletir sobre a convergência entre Literatura Marginal e Hip Hop. Os interessados em participar do evento podem retirar ingressos na bilheteira da unidade, com 30 minutos de antecedência.

