Quebra de Sigilos e Suspeitas de Pagamentos Milionários

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deu um passo significativo nesta quinta-feira (26/02/2026) ao aprovar a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A medida, no entanto, provocou uma onda de controvérsias durante a sessão, com membros do governo questionando a contabilização dos votos.

O relator da comissão, Alfredo Gaspar (PP-AL), justificou a solicitação alegando a existência de mensagens interceptadas pela Polícia Federal. Tais mensagens indicam que Antônio Carlos Camilo Antunes, popularmente chamado de “Careca do INSS”, mencionou Lulinha como beneficiário de uma quantia de R$ 300 mil, destinada à empresa RL Consultoria, que está sob a responsabilidade de Roberta Luchsinger.

Essa consultoria recebeu, ao longo do período, um montante de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria, uma firma que vem sendo considerada uma fachada, levantando sérias suspeitas sobre a real natureza dos pagamentos, que foram descritos como consultoria incompatível com a atividade, sugerindo possíveis tentativas de encobrir recursos ilícitos.

Viagens e Relações Suspeitas

Documentos que foram trazidos à tona durante a investigação revelam que Lulinha e Roberta Luchsinger compartilharam passagens aéreas emitidas com o mesmo código de reserva. Um dos registros mostra uma viagem em novembro de 2024, onde ambos, acompanhados por Camilo Antunes, voaram de São Paulo a Lisboa em classe executiva, com custos variando entre R$ 14 mil e R$ 25 mil.

A CPMI também está de olho em práticas fraudulentas envolvendo descontos ilegais aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas. Esse esquema, que ficou conhecido como a “Farra do INSS”, foi exposto pelo veículo Metrópoles em 2023, resultando na Operação Sem Desconto e na demissão de figuras como Carlos Lupi e Alessandro Stefanutto, que eram peças-chave no sistema.

Defesa de Lulinha Reitera Inocência

Em meio a toda a agitação, a defesa de Lulinha se manifestou, negando veementemente qualquer envolvimento com as fraudes investigadas. O advogado Guilherme Suguimori Santos declarou: “Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa. Jamais teve relação financeira, pessoal ou profissional com Virgílio Filho ou André Fidelis”. Essa postura reflete a confiança da defesa na inocência de Lulinha, em um cenário repleto de acusações.

A CPMI continua a sua investigação, buscando esclarecer os laços entre Fábio Luís Lula da Silva e a suposta rede de fraudadores no INSS. Enquanto isso, a população aguarda ansiosamente por desenlaces que possam impactar o cenário político e social do Brasil.

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