Prova Comemorativa e Recorde de Inscrições
Com uma trajetória repleta de história, a tradicional Corrida de São Silvestre apresenta motivos de sobra para celebrar. A edição deste ano marca um momento especial, já que a prova, considerada a mais importante do calendário nacional, completa 100 anos de existência. Em meio às festividades por essa significativa data, a competição busca quebrar um jejum de mais de 15 anos sem vitórias brasileiras, relembrando os tempos de glórias proporcionados por atletas do Distrito Federal. Os pelotões têm sua largada marcada para as 7h25, enquanto as provas de elite começam às 7h40 (horário de Brasília). A transmissão ficará por conta da TV Globo.
O anseio para ver um atleta brasileiro no topo do pódio da São Silvestre já ultrapassa os 15 anos. A última conquista masculina foi do brasiliense Marilson Gomes dos Santos, em 2010. No que se refere ao feminino, a espera é ainda maior, com a última vitória sendo de Lucélia Peres, que cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na edição de 2006. Desde então, a prova, que ocorre na icônica Avenida Paulista, tem visto atletas estrangeiros dominarem as posições de destaque.
Marilson Gomes dos Santos e o Hall da Fama
Marilson, que se destacou na corrida, continua a colher os frutos de sua vitória. Em suas palavras, “Vencer uma prova como essa traz muito mais retorno que qualquer dinheiro. Para mim, essa é a maior prova do país, a mais popular, que todo mundo assiste e menciona quando inicia a corrida. É extremamente gratificante ter feito parte da história da São Silvestre.” Recentemente, ele foi homenageado ao ser introduzido no Hall da Fama da corrida, um reconhecimento que ele celebrou com entusiasmo: “É uma honra enorme”, disse o tricampeão. O seleto grupo, fundado neste ano, inclui também outras lendas do esporte, como a brasileira Carmen de Oliveira, a portuguesa Rosa Mota e o queniano Paul Tergat.
Recorde de Inscrições e Premiação Inédita
Para comemorar um século de existência, a Corrida de São Silvestre se prepara para a maior edição já realizada, registrando um total de 55 mil atletas inscritos de 44 países diferentes, um recorde histórico. O Brasil lidera o número de corredores, seguido pela Alemanha, Estados Unidos e Espanha. Além disso, a premiação também é significativa, com um total de R$ 295.160,00 a serem distribuídos. Os seis melhores colocados nas categorias masculina e feminina receberão prêmios, com os campeões levando para casa R$ 62.600,00 cada.
A Competição e os Desafios dos Atletas Brasileiros
Com a pressão do jejum de conquistas, os corredores brasileiros concentraram suas esperanças nos mais de 4,6 mil atletas internacionais inscritos na São Silvestre. Enquanto os atletas nacionais buscam interromper a sequência sem vitórias na principal prova do Brasil, os estrangeiros visam manter sua hegemonia. Entre os destaques estão os quenianos Wilson Too e Agnes Keino, campeões atuais das provas de elite masculina e feminina, respectivamente.
“Estou me preparando desde o início do ano. A pressão é evidente, mas o atleta de alto rendimento precisa saber lidar com isso”, comentou Johnatas Cruz, que ficou em quarto lugar na edição de 2024. A atleta Nubia Oliveira, terceira colocada no ano passado, também expressou suas expectativas, afirmando que se inspira nas vencedoras anteriores para ajudar o Brasil a voltar ao caminho das vitórias.
Brincadeiras e Conexões com o Brasil
Os atletas estrangeiros, devido ao seu sucesso nas competições, inclusive se sentem como se fossem parte do Brasil. O queniano Wilson Maina, por exemplo, mudou-se para Pouso Alegre, em Minas Gerais, e comentou com humor sobre seu desejo de adquirir cidadania brasileira. Ele terminou a corrida anterior em sétimo lugar e planeja usar uma estratégia de “sair forte e ver o que acontece.”
Outra favorita entre as mulheres, a queniana Cynthia Chemweno, expressou seu carinho pela São Silvestre. “Sinto-me muito bem aqui. As pessoas são extremamente amigáveis e todos te tratam com muito respeito durante o percurso”, destacou.
