Começo histórico da Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo de 2026 deu seu pontapé inicial em um cenário marcado por tensões e polêmicas que vão desde a logística até questões políticas. O jogo de abertura aconteceu no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México, reunindo mais de 85 mil torcedores para o confronto entre México e África do Sul, às 16h, no horário de Brasília. Esta edição é a maior da história, com 48 seleções disputando o título pela primeira vez em três países anfitriões: Estados Unidos, México e Canadá.
Formato ampliado e os novos desafios da competição
Depois de sete edições com 32 seleções, a Fifa, sob o comando de Gianni Infantino, expandiu o Mundial para 48 equipes e 104 partidas. As seleções foram divididas em 12 grupos de quatro times cada. Agora, para conquistar o título, uma equipe precisa vencer oito jogos, um a mais do que nas edições anteriores. Avançam para a segunda fase os dois melhores de cada grupo, além das oito melhores terceiras colocadas, que disputarão partidas eliminatórias em jogo único.
A complexidade do formato fica evidente na matemática dos cruzamentos da segunda fase, com 495 possibilidades, garantindo que equipes do mesmo grupo não se enfrentem nesse momento. O Brasil, inserido no Grupo C ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia, estreia no sábado, às 19h, no MetLife Stadium, contra Marrocos, semifinalista da Copa de 2022. O vencedor desse confronto enfrentará um adversário do Grupo F, que reúne Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.
Estádios e cerimônia de abertura
O MetLife Stadium, em East Rutherford, também será o palco da final, marcada para 19 de julho. No total, 16 estádios estão distribuídos pelos três países: 11 nos EUA, três no México e dois no Canadá. A cerimônia de abertura no Azteca homenageou os campeões das edições de 1970 e 1986 e contou com shows de artistas como Shakira e Burna Boy. As estreias dos anfitriões Estados Unidos e Canadá terão apresentações especiais, incluindo a participação da cantora brasileira Anitta.
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Arbitragem brasileira e novidades nas regras
Um trio de árbitros brasileiros foi escalado para o jogo inaugural: Wilton Pereira Sampaio será o árbitro principal, auxiliado por Bruno Pires e Bruno Boschilia. Eles serão os primeiros a aplicar as novas regras da Fifa, que buscam reduzir o tempo de cera, acelerar a reposição da bola e agilizar saídas de campo em casos de lesão ou substituição. O objetivo dessas mudanças é dar mais ritmo à partida e diminuir as interrupções.
Desafios logísticos e tensões políticas
Organizar um Mundial em três países exigiu planejamento para minimizar deslocamentos e ajustar os fusos horários. A Fifa dividiu as cidades-sede em três blocos regionais — leste, central e oeste — para evitar viagens longas entre as partidas. Contudo, há exceções, como a Espanha, que jogará duas vezes em Atlanta antes de seguir para Guadalajara, no México.
Nos bastidores, o contexto político recente nos EUA, marcado por tensões internacionais, incluindo conflitos no Oriente Médio e a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, trouxe desafios para a organização. O Irã enfrentou dificuldades para obter vistos, precisou transferir sua base de treinamento do Arizona para o México e terá deslocamentos complexos para disputar seus jogos. A Fifa atuou diplomaticamente para superar esses entraves.
Polêmicas na imigração e controle rigoroso
O governo americano adotou medidas rigorosas de controle de imigração durante o Mundial. A deportação do árbitro somali Omar Artan, acusado de ligações com terroristas, repercutiu, assim como as longas filas e revistas a atletas e delegações. O serviço de imigração ICE intensificou a fiscalização contra imigrantes ilegais, afetando o acesso ao país dos participantes.
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Preços altos afetam torcedores e transporte
Os valores dos ingressos têm sido alvo de críticas. A política de preços dinâmicos, que ajusta os valores conforme a demanda, faz com que entradas para a final cheguem a custar até R$ 170 mil, enquanto o mercado de revenda registra valores que podem alcançar R$ 10 milhões. O transporte também ficou mais caro: a passagem de trem entre Nova York e East Rutherford subiu de R$ 70 para até R$ 800, embora tenha sido reduzida após protestos.
No México, a situação social intensifica a tensão durante o torneio. A região de Guadalajara enfrenta uma onda de violência após a morte de um líder do Cartel Jalisco Nova Geração, e a Cidade do México registra protestos de professores por reajuste salarial, com manifestações e bloqueios em vias importantes, impactando o clima da Copa.
Favoritos, surpresas e recordes em jogo
Entre os favoritos estão Espanha, atual campeã europeia, França, Portugal, Inglaterra e Argentina, que defende o título. Brasil e Alemanha aparecem em segundo plano, enquanto seleções como Marrocos, Holanda, Japão, Senegal, Noruega, Bélgica e Croácia podem surpreender. Os países anfitriões vivem momentos instáveis, mas buscam avançar ao mata-mata.
Esta edição pode ainda marcar recordes para nomes como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, que, se entrarem em campo, disputarão seu sexto Mundial, ampliando seu legado no futebol mundial.
