Articulações e Desafios no Cenário Político Catarinense
O senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista (PP), se manifestou sobre a movimentação política que envolve a candidatura de Carol De Toni (PL-SC) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro ao Senado em Santa Catarina. Recentemente, aliados que estiveram ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua prisão afirmaram que ele defendeu que o PL lançasse tanto a deputada federal quanto seu filho como candidatos. Isso contraria a articulação que vem sendo conduzida pelo governador Jorginho Mello (PL) e pela liderança da sigla, que busca manter a definição das vagas majoritárias em aberto para acomodar alianças locais.
No decorrer do mês, Carlos Bolsonaro fez uma postagem em suas redes sociais onde aparece ao lado da deputada Carol De Toni. A parlamentar, antes preterida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, passou a ser vista como uma potencial candidata, especialmente após o fortalecimento do apoio de figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ciro Nogueira utilizou suas redes sociais neste sábado para compartilhar uma reportagem em que Carol De Toni pede uma carta de apoio de Bolsonaro para permanecer no PL. Em sua postagem, Nogueira destacou: “Nós dos Progressistas somos do tempo em que acreditamos em PALAVRA!!!!!!”. Essa manifestação ressalta a importância que ele atribui à fidelidade política e ao respeito mútuo nas relações partidárias.
A avaliação interna dos aliados de Bolsonaro sugere que o ex-presidente agora considera o quadro em Santa Catarina praticamente resolvido, com Carol De Toni e Carlos Bolsonaro representando a ala mais próxima da família na disputa ao Senado. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), confirmou esta tendência após uma visita a Bolsonaro, afirmando que: “Santa Catarina está resolvida: Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. Apesar do carinho por Esperidião Amin, a definição é essa”.
Crise Interna e Possíveis Mudanças no PL
Entretanto, essa sinalização acontece em meio a um clima de incerteza dentro do PL em Santa Catarina, principalmente em relação ao futuro político de Carol De Toni. A deputada tem sinalizado que, sem garantias de espaço na chapa ao Senado, poderia deixar o partido para viabilizar sua candidatura em outra sigla. Embora esse movimento ainda não tenha sido oficializado, já se encontram em andamento negociações com pelo menos seis partidos diferentes, incluindo o Novo, PSD, MDB, Podemos e Avante.
Fontes próximas à deputada afirmam que ela pressionou Bolsonaro por um sinal claro de apoio ao seu projeto eleitoral, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelo grupo político ligado ao governador Jorginho Mello. O governador procura preservar a segunda vaga ao Senado como uma ferramenta de composição política, o que levou alguns aliados a sugerirem que Carol De Toni poderia não contar com o apoio necessário.
Apesar das dificuldades na sua legenda, Carol De Toni continua a manter uma relação próxima com a família Bolsonaro e recebe apoio da ex-primeira-dama, segundo aliados. Nos bastidores do PL, a interpretação é que os pronunciamentos de Bolsonaro também têm como objetivo tentar impedir a saída da deputada da legenda.
Aliados de Bolsonaro observam que o governador Jorginho Mello goza de uma boa aprovação entre os eleitores catarinenses, o que, na visão desse grupo, diminui a urgência em empregar a vaga ao Senado como uma ferramenta de negociações. Essa situação abre espaço para uma composição mais direta, com a possibilidade de uma chapa pura.
Enquanto isso, o senador Esperidião Amin (PP), que busca a reeleição, já indicou que pretende continuar a sua candidatura independentemente das definições que forem tomadas pelo PL em relação às suas candidaturas.

